2021 abre com “painel de luxo” na Marca de Água

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A Galeria Marca de Água, situada na Rua da Carreira 119, revela as exposições do próximo ano de 2021, com uma programação com destacados artistas madeirenses e nomes internacionais. Eduardo Freitas e Marco Fagundes Vasconcelos são dois dos nomes confirmados que merecerão grandes exposições individuais no próximo ano.

Depois da inauguração da exposição de ilustração “Vizinhas com super poderes”, realizada na semana passada, a Galeria Marca de Água prepara-se para inaugurar a 19 de novembro uma nova exposição coletiva intitulada “Diálogos cruzados no feminino”, que reúne cerca de uma dezena de mulheres artistas madeirenses, em diálogos com obras de Sonia Delaunay, Costa Pinheiro, Júlio Resende, Mário Bismarck, entre outros.

Coletiva “Diálogos cruzados no feminino”

A exposição reunirá cerca de uma dezena de mulheres artistas madeirenses em diálogos com obras de pintura de grandes formatos de autores nacionais e internacionais consagrados, nomeadamente Sonia Delaunay, Júlio Resende, Costa Pinheiro e Mário Bismarck e Fernando Ricardo. De destacar a obra inédita de Sonia Delaunay que estará em destaque na exposição. A exposição tem por mote a interpretação e mediação dos universos no feminino, numa dimensão histórica e social, desconstruindo narrativas historiográficas, estabelecendo relações com obras de mulheres artistas, Dina Pimenta, Filipa Venâncio, Guareta Coromoto, Lina Pestana, Luísa Spínola, Sara Santos, Rita de Andrade, Teresa Gonçalves Lobo, e Teresa Jardim. “Diálogos cruzados no feminino” reúne pintura, desenho, instalação e fotografia. Inaugura a 19 de novembro, pelas 18h30 e ficará patente até 18 de fevereiro de 2021.

Exposição individual de Eduardo de Freitas tem com curadoria de Filipa Venâncio

Eduardo de Freitas é natural da Madeira. Expõe regularmente desde 1976 e está representado nas coleções do Mudas-Museu de Arte Contemporânea da Madeira, no Museu Etnográfico da Madeira e em coleções particulares. Pertenceu ao Grupo de Teatro do Cine Forum do Funchal 1973/1975. Cofundador da associação &arte – Produção e Divulgação Cultural (1978), da galeria Porta 33 (1991), da cooperativa cultural Espaço às Artes (2012) e da galeria Pipinoir – Expressão Criativa (2016).

Expôs individualmente no Museu de Arte Contemporânea do Funchal, no Museu Etnográfico da Madeira, Porta 33, na galeria da SRTC, na Mouraria, na Pipinoir, entre outros. Participou em exposições coletivas em Portugal continental, Açores, Espanha, Áustria e México. Integrou projetos de poesia visual: revista Filigrama (1982/84) e mais recentemente (2017/2020) o projeto Nu_Mero, apresentado na Bienal de Cerveira até dezembro de 2020. Realizou exposições em parceria com Isabel Santa Clara, Filipa Venâncio, Jacinto Rodrigues e João Dionísio, entre outras personalidades; cenografias e adereços para teatro, em Lisboa e no Funchal (Comuna – Teatro de pesquisa e TEF); ilustrações para obras literárias, nomeadamente de Ana Teresa Pereira.

Recebeu o 1º prémio do concurso de artes plásticas do Festival de Música da Madeira (1991), o 2º prémio do concurso de artes plásticas da Casa das Mudas 2001, o prémio para cenografia (em coautoria com Manuel Rodriguez) no Festival de Teatro de Santiago de Compostela (1995). E o 1º prémio para projeto escultórico sob o tema Amadis de Gaula, Madeira (2005).

A curadora da exposição, Filipa Venâncio, é licenciada em Artes Plásticas/Pintura pelo Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira – ISAPM em 1991. Concilia o exercício na docência desde 1988, com a prática artística.

Como pintora expõe regularmente desde 1987. Participou em inúmeras exposições coletivas e em parceria, mas privilegia os projetos a solo, contando com 12 exposições individuais no seu currículo artístico, que podem ser visitadas no seu site pessoal – (www.filipavenancio.pt). Destacam-se “Playground” na Galeria Marca de Água em 2019; “A Fábrica do Açúcar de Filipa Venâncio – Testemunhos de uma indústria”, no Museu de Arte Sacra do Funchal, em 2018; “Estilo Maison”, na Sala da Delegação da Ordem dos Arquitetos da Madeira, em 2015; “O Lugar dos Prazeres”, na Galeria dos Prazeres, em 2012; “Andar Modelo” no Museu de Arte Contemporânea, Funchal, em 2009; “A Fábrica do Açúcar”, na Galeria da Quinta Palmeira, em 2008 e “Presépio a 150 metros”, na Casa das Mudas em 2007.

Coletiva reúne obras de Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis, José Pedro Croft 

A Marca de Água irá retomar em 2022, a exposição pública de obras da sua coleção, onde se destacam grandes nomes internacionais, estabelecendo diálogos com autores madeirenses. Mais pormenores serão revelados brevemente.

Fagundes Vaconcelos conclui 2021 na Marca de Água

Marco Fagundes Vasconcelos estreia na Marca de Água no último trimestre de 2021, um novo projeto individual que ficará patente ao público até janeiro de 2022.

O artista nasceu no Funchal, em 1968. Licenciado em Artes Plásticas/Pintura, pelo Instituto Superior de Arte e Design da Madeira. Expõe regularmente desde 1977. Encontra-se representado na Coleção do MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira. Na sua extensa carreira artística, conta com inúmeras exposições realizadas no país e na região, das quais destacam-se as individuais: “O inferno só pode ser um beco”, na Galeria dos Prazeres (2018), “Xiphopagos: Eu, Chang and Eng”, no MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira (2017), “Do Chão só restam ratos”, instalação no BBC – T1 (2013) e “Steaks, drawings and other stories”, realizada no Museu de Arte Contemporânea do Funchal (2012), “Mi tio és una farsa” (2012) e “In hyde Park” (2009) no Espaço Cirurgias Urbanas, no Porto; “Yo no soy tonta como una puerta”, no Espaço Geraldine, em Lisboa (2011); “ROTFLOL”, no Museu de Arte Contemporânea do Funchal (2008), “Somewhere in Transilvania” na Quinta da Rochinha (2008) e as instalações “Againts the Wall” Instalação, no Espaço Arcadas do Pelourinho, “All Paper”, nos armazéns rua da Alfandega (2005), ainda no mesmo ano “Intervenções Efémeras”, no Palácio S. Lourenço e “Women, women,  women” na Galeria Edicarte (2001), entre outras. É autor da pintura mural no túnel do Campo da Barca.

Com percurso diversificado e não linear, o artista tem experimentado diversos campos de expressão, e representação artística, nomeadamente, desenvolvendo atividades e intervenções em vários   domínios. Na sua obra encontramos instalação (em espaços desativados) objetos (transformados e reciclados), pintura, desenho e mais recentemente performance. Nas exposições coletivas participou nos Ateliês Abertos 39/93-Lisboa em colaboração com o Ateliê de Cristina Ataíde (2010), no Festival Interferências, na Magnética Magazine Design “Entre pólos” com um Mupi e “Ni Evas ni a Adanes” (desenhos) e “Mi tia és un hombre” na Galeria Nuble-Santander, em Espanha e na “Bioarte 10+1” festival de arte urbana. Em 2009 é distinguido com um prémio de aquisição na Bienal de Vila Nova de Cerveira com a obra “Parade of Vanity”. Participa na “Marca Madeira”, no Madeira Tecnopólo (1997) e na “III Art student” na Republica da Macedónia (1997) e (1995). Também conta com algumas ilustrações e cartazes.

Reconhecido pela crítica, “o instinto de provocação e o sentido de humor são elementos dominantes do seu universo criativo, que frequentemente utiliza a pintura como meio de intervenção em espaços públicos e onde os próprios espaços se inserem na obra”. “Na sua obra encontramos instalação (em espaços desactivados) objectos (transformados e reciclados), pintura, desenho, e mais recentemente performance” pode-se ler em diversas notas, sobre a obra do artista.

A galeria tem direção artística a cargo da historiadora de arte, Raquel Fraga e a curadoria a cargo de Diogo Goes. Raquel Fraga agradece aos artistas pela “oportunidade de reforçar a programação da galeria tendo em vista a sensibilização para os problemas que afetam a nossa sociedade contemporânea.” Defendendo que, «é tarefa da arte contemporânea atuar na comunidade em que se insere”, acrescenta.

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