Abre-se um buraco misterioso na Antártida

Abre-se um buraco misterioso na Antártida

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Oscar Sayago

Reabre-se um grande buraco no gelo marinho da Antártida, tão grande como o Lago Superior localizado entre os Estados Unidos e o Canadá. Esta clivagem, conhecida como “polinia”, é a mais extensa alguma vez observada no mar Weddell desde a década de 70. Na sua extensão maior tinha uma área de água aberta de cerca de 80.000 quilómetros quadrados.

Os cientistas acreditam que a polinia é formada devido às águas profundas no Oceano do Sul serem mais quentes e salgadas do que as águas superficiais. A convenção do oceano ocorre na polinia, levando água mais quente à superfície, que de imediato derrete o gelo marinho e impede a formação do novo gelo.

O professor Kent Moore da Universidade de Toronto Mississauga (UTM) tem colaborado com membros do projeto de observações e modelização do carbono e clima do Sul (SOCCOM) para indagar qual é o impacto ambiental destas polinias.

Mas, devido à dureza do Inverno Antártico e às dificuldades de trabalhar dentro do seu gelo, existem poucas observações diretas das polinias, assim como dos seus impactos. Ainda que parte do projeto SOCCOM tenha resultado do facto de terem trabalhadores de perfis robotizados capazes de trabalhar de baixo do gelo marinho, e um destes emergiu dentro da colina da polinia do mar de Weddell, proporcionando dados chaves sobre a sua existência.

Com as novas medidas oceânicas, juntamente com as observações que têm por base modelos climáticos, surge a possibilidade das polinias e os seus impactos sobre o clima poderem ser revelados.

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