Afonso Costa

Afonso Costa

A imagem desta semana pertence ao fotógrafo Joshua Benoliel e tem como título ‘Um mar de guarda-chuvas numa avenida de árvores’. Não se vê uma só pessoa, só os guarda-chuvas. As pessoas que se encontravam ali esperavam a chegada de Afonso Costa a Lisboa, no ano de 1912.

Afonso Costa nasceu em Seia, cidade do distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Serra da Estrela, a 6 de Março de 1871, e faleceu quando vivia no exílio, em Paris, a 11 de maio de 1937. Foi advogado, professor universitário e político republicano lusitano que ocupou o cargo de primeiro-ministro de Portugal.

Foi um dos principais promotores da implantação da República em Portugal, e foi igualmente uma das figuras representativas e dominantes da cena política da Primeira República Portuguesa.

Devido à proclamação da Primeira República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, Costa foi chamado para fazer parte do Governo provisório do novo regime, encarregando-se da pasta da Justiça e Cultos, cargo que ocupou durante mais de um ano, até à dissolução do referido Governo, quando se aprovou a nova Constituição de Portugal, a 4 de Setembro de 1911.

Os opositores ao Governo deram-lhe o apelido do ‘mata-frades’, já que era acusado de querer acabar com a religião no país com a passagem de duas gerações. Isto foi desmentido na altura.

Durante todo o período da Primeira República, Costa foi um dos políticos mais destacados do país. A 29 de Agosto de 1911, anunciou o novo programa político do Partido Republicano Português, que considerava como quase o único partido da República.

Depois de ter conseguido a consolidação do partido, preside pela primeira vez ao Conselho de Ministros entre 9 de Janeiro de 1913 e 9 de fevereiro de 1914 (acumulando com a pasta das Finanças), formando, assim, o primeiro Governo em Portugal partidário do sistema político republicano, Governo integrado pelos democratas e pelos independentes agrupados, estes últimos liderados por António Maria da Silva.

Em finais de 1923, de novo por falta de apoio parlamentar, devido à oposição, recusou formar Governo outra vez. Apoiou o Governo de Álvaro de Castro, entre Dezembro de 1923 e Julho de 1924, ainda que não quisesse assumir nenhuma pasta ministerial.

Em 1926, estando o Partido Democrático no poder, com um Governo presidido por António Maria da Silva, teve lugar o golpe de Estado de 28 de Maio, que abriu passagem à ditadura do Estado Novo.

Afonso Costa exilou-se em França, em Paris, opondo-se activamente à nova situação, em especial à subida ao poder da ditadura de António de Oliveira Salazar.

Afonso Costa faleceu no exílio em Paris sem ter conseguido derrubar a ditadura no seu país, a 11 de Maio de 1937.

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