Na imagem desta semana encontramos Bernardino Luís Machado Guimarães, que nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 28 de Março de 1851, e morreu em Famalicão a 29 de Abril de 1994. Foi o terceiro presidente da República Portuguesa.

Estudou filosofia e matemática na Universidade de Coimbra, a primeira na Faculdade de Letras e a segunda na Faculdade de Ciências. Também foi um reconhecido dirigente maçom no seu país ao ocupar cargos importantes na referida loja, à qual pertenceu até à sua morte.

O seu pai era António Luís Machado Guimarães, primeiro e único filho varão de Joane, e da sua segunda mulher, Praxedes de Sousa Guimarães, falecida em Vila do Conde em 1901. Recebeu o mesmo nome do avô, Bernardino de Sousa Guimarães, um capitalista radicado no Brasil.

Viveu no Brasil até aos 9 anos de idade, quando a sua família se mudou para Famalicão. Em 1866, inscreveu-se na Universidade de Coimbra, na cátedra de Matemática, optando depois por filosofia. Foi um estudante brilhante, onde fez um doutoramento e onde foi professor. Em 1872, quando já era maior de idade, optou pela nacionalidade portuguesa.

Chegou à presidência de Portugal em duas ocasiões. A primeira de 6 de Agosto de 1915 a 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio Pais deu um golpe de Estado, instaurou uma junta militar, dissolveu o congresso e destitui-o, obrigando-o a abandonar o país. Em 1917 fugiu de Portugal para Paris num comboio graças aos factos da Revolução de Sidónio Pais.

Uns anos depois, em 1925, regressou à presidência de Portugal. Num ano foi novamente derrubado por uma junta militar, a 28 de Maio de 1926, o que instaurou uma ditadura militar e abriu caminho ao estabelecimento do Estado Novo.

Casou-se em Janeiro de 1882, no Porto, com Elzira Dantas Gonçalves Pereira, que também nasceu no Brasil, era filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira e de Bernardina Maria da Silva, que tiveram 18 filhos.

Teve vários descendentes destacados entre os quais estavam o autor Aquilino Ribeiro Machado (1930-2012), que foi o primeiro presidente da Câmara Municipal de Lisboa eleito democraticamente após o 25 de Abril, e o investigador, professor e médico Júlio Machado de Sousa Vaz (1909-1999).

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