Casos de torturas a 3 portugueses na Venezuela denunciados na Madeira

Casos de torturas a 3 portugueses na Venezuela denunciados na Madeira

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Tamara Suju, advogada venezuelana e diretora executiva do Instituto CASLA (instituto checo de direitos humanos), deslocou-se ontem à tarde ao Tribunal Judicial do Funchal onde denunciou formalmente “os casos de três cidadãos portugueses que estão na Venezuela, que foram detidos de forma arbitrária, torturados e encarcerados”.

Portugueses estes que desenvolveram doenças como problemas pulmonares, cancro ou hipertensão devido às atuais condições.

A especialista em direitos humanos, que tem tido um papel relevante na defesa e denúncia de violações aos mesmos, deixou claro que “o Estado de Portugal tem a obrigação de proteger os cidadãos nacionais dentro e fora de Portugal segundo a Constituição e a lei”, além disso, “tem o dever de exercer a tutela e proteger a vida e a integridade física dos cidadãos portugueses”.

Tamara Suju, que faz investigação sobre a América Latina, conta, neste processo de denúncia no Ministério Público, com o apoio e colaboração dos advogados Ana Cristina Monteiro e Alejandro Mena.

A advogada explicou que Vasco da Costa, Adriano Gouveia e Juan Rodrigues dos Santos – estes dois militares – foram detidos de forma arbitrária e continuam submetidos a tortura, por crimes de natureza política «inventados pelo Estado venezuelano».

«Na Venezuela, como todos sabem, existe neste momento uma ditadura, não existe Estado de direito nem independência judicial, e estes três cidadãos portugueses, que se encontram neste momento presos, foram vítimas de terríveis torturas, são vítimas de detenção arbitrária e nós queremos que Portugal responda pelos seus cidadãos», disse Tamara Suju.

A diretora do Instituto CASLA indicou que cerca de 500 pessoas estão atualmente detidas na Venezuela, acusadas de crimes políticos, como conspiração e rebelião, que considera serem «inventados» e baseados em denúncias feitas sob tortura.

«Todos sabemos que provas obtidas sob tortura não são válidas em nenhuma parte do mundo», referiu Tamara Suju, realçando que os três portugueses se enquadram nesta situação.

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