Catarina Martins disponível para negociar com PS solução para a legislatura ou...

Catarina Martins disponível para negociar com PS solução para a legislatura ou «ano a ano»

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A coordenadora bloquista, Catarina Martins, manifestou a disponibilidade do BE para negociações com o PS com vista a uma «solução de estabilidade» para a legislatura ou, caso esta não aconteça, «negociações ano a ano para cada orçamento».

Catarina Martins subiu ao púlpito do Teatro Thalia, em Lisboa, quando os resultados do partido estão ainda longe de estabilizados, deixando claro que «o PS tem todas as condições para formar Governo» e, caso não tenha maioria absoluta, e precise de apoio parlamentar tem duas opções.

«Procurar uma solução de estabilidade que assuma a continuidade da reposição de direitos e rendimentos ao longo da legislatura, e isso deve estar refletido no programa de Governo que vier apresentar, ou realizar negociações ano a ano para cada orçamento. O BE manifesta a sua disponibilidade e, se a primeira não se realizar, estaremos também disponíveis para a negociação caso a caso, mantendo compromisso que sempre afirmámos», garantiu.

Na declaração em que assumiu que «o PS venceu as eleições com larga maioria», Catarina Martins revelou que já tinha saudado o primeiro-ministro, António Costa, «pela sua vitória», lembrando que «tem todas as condições para formar Governo».

«O Bloco de Esquerda cresceu em tantos dos distritos deste país e consolida-se como a terceira força política deste país. Iremos assumir no parlamento, por inteiro, a responsabilidade de quem confiou o voto no Bloco de Esquerda», assegurou.

A líder bloquista destacou ainda que «a direita sofreu uma derrota histórica», motivo pelo qual estes quatro anos em que trabalharam «para derrotar o programa da direita provam» como tinham razão quando disseram que «estava na altura de fazer uma mudança neste país».

Como recusa fazer «tabus ou suspense», Catarina Martins elencou aqueles que são os compromissos do Bloco.

«Defender quem vive do seu trabalho em Portugal, desde logo repondo os cortes que foram feitos na troika e que ainda estão na legislação laboral, repor os dias de férias, repor as compensações por despedimento, repor o pagamento pelas horas extraordinárias.

Combater a precariedade, proteger os trabalhadores por turno e defender as pensões, acabando com o duplo corte do fator de sustentabilidade», detalhou, em primeiro lugar.

Em segundo, prosseguiu Catarina Martins, «salvar o Serviço Nacional de Saúde, garantindo que tem o financiamento necessário, combatendo a promiscuidade entre público e privado e fazendo caminho para a exclusividade dos seus profissionais».

«Em terceiro, proteger os serviços públicos em todo o território, incluindo a recuperação do controlo público dos CTT. Em quatro lugar, recuperar o investimento público, responder à crise da habitação e dos transportes e construir uma resposta decidida à emergência climática», elencou.

No Bloco, enfatizou a líder bloquista, «os compromisso são para valer».

«A determinação como sabem é toda, a disponibilidade também quando é para recuperar as condições de vida neste país», afirmou.

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