Literatura

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Deparar-se com uma criança a ler o seu livro no café

DN MADEIRA

Deparar-se com uma criança a ler o seu livro no café e ser abordado na rua por alguém que declama um poema seu são dois episódios simples que marcam alguém, como Juan Teixeira, que tendo lançado a obra de poesia ‘Vozes do Vento’, fazem com que olhe com esperança para a literatura.

Este filho de emigrantes madeirenses na Venezuela, ‘adoptado’ há uns anos pelo Porto Santo, onde reside, falou sobre a origem da obra lançada pela Chiado Editora e apresentada, recentemente, na Livraria Esperança, no Funchal: “O livro ‘Vozes do Vento’ surge de pequenos textos elaborados no dia a dia, eu faço as minhas caminhadas na praia, estou em contacto com a natureza, e surgem sempre ideias, porque a partir de determinada altura, se estivermos atentos tudo tem significado, tudo tem uma mensagem”.

“Quando escrevi o ‘Vozes do Vento’ estava a trabalhar num livro em prosa”, diz. O romance está já nas mãos da editora: “Não sei quando eventualmente é que isso [o livro] será oportuno editar ou não”, adiantou.

Diz que nunca pensou em escrever nem publicar poesia. No Liceu, com 11/12 anos, teve contacto com a poesia, numa altura em que assume que não estava preparado para entender os poemas, por exemplo, de Camões. Mais tarde descobriu o fascínio da poética de Pessoa e Florbela Espanca. E começou a escrever textos.

Afiança que tem tido boa receptividade do público, havendo pessoas que o abordam para falar e trocar impressões.