Portugal

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O Basileia recebe o FC Porto a 18 de Fevereiro, no St. Jakob Park, e desloca-se ao Estádio do Dragão a 10 de Março

CORREIO/LUSA

O treinador do Basileia, o português Paulo Sousa, considera o FC Porto, adversário dos suíços nos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol, um adversário forte, versátil, recheado de talento e possuidor de mentalidade ganhadora.

“Temos de ser competitivos e encarar esta fase da competição com a mesma coragem e ambição demonstrada na de grupos”, afirmou Paulo Sousa, em entrevista à agência Lusa, publicada na terça-feira, 3 de Fevereiro,

O Basileia recebe o FC Porto a 18 de Fevereiro, no St.Jakob Park, e desloca-se ao Estádio do Dragão a 10 de Março.

O Basileia protagonizou uma das surpresas da presente edição da Liga dos Campeões ao terminar na segunda posição do Grupo B, atrás dos espanhóis do Real Madrid, e relegando os ingleses do Liverpool, com um decisivo empate a 1-1 em Anfield Road, para a Liga Europa.

“O FC Porto é um clube forte, com liderança, mentalidade ganhadora, uma versatilidade fantástica e, acima de tudo, uma equipa talentosa, pelo que só evidenciando a nossa personalidade e determinação é que conseguiremos alcançar um resultado positivo”, frisou.

Após cerca de cinco semanas de pausa no campeonato suíço, Paulo Sousa garante que o Basileia está já a trabalhar arduamente para recuperar, o mais rápido possível, o nível apresentado na última jornada da Liga dos Campeões frente ao Liverpool, em Inglaterra.

“Mais do que pensar no FC Porto, e por muito respeito que tenha pelo nosso adversário, temos de pensar em nós e em trabalhar os nossos princípios e, especialmente, no acelerar da velocidade da interacção de ler o jogo e tomar decisões”, sustentou Paulo Sousa.

A pausa de inverno, ainda de acordo com o treinador, é prejudicial, tendo em conta o calendário competitivo da Liga dos Campeões, uma vez que o Basileia terá apenas dois jogos oficiais antes de defrontar o FC Porto, para a primeira mão dos oitavos de final.

“Mas é esta a nossa realidade e com a qual temos de viver”, disse Paulo Sousa, que considerou justa a liderança do campeão Benfica na I Liga.

Para o treinador, o Benfica, que lidera a I Liga com seis pontos de vantagem sobre o FC Porto (2.º), “está a tirar partido da vantagem de ter o mesmo treinador, bem como tem demonstrado ser a equipa mais consistente, em termos de resultados, como o demonstrou com a vitória no Dragão”.

“O FC Porto está a atravessar uma fase de transição, com a integração de um novo treinador e jogadores. Penso que, por esta perspetiva, a classificação reflecte-se de forma positiva a favor do Benfica”, explicou o treinador português.

Paulo Sousa comentou ainda a recente atribuição da Bola de Ouro a Cristiano Ronaldo, à frente de Lionel Messi e Manuel Neuer, considerando que, “sem qualquer sombra de dúvidas”, o jogador português do Real Madrid foi o melhor de 2014.

“Como português, só posso ficar orgulhoso. Ele é um modelo no que toca à sua capacidade e ambição de procurar sempre melhorar. É o que ele faz todos os dias, dá tudo por tudo para atingir o nível de excelência”, sustentou Paulo Sousa.

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Rei em França, o técnico português nascido em Caracas mantém o Mónaco na corrida por quatro provas

Edmar Fernandes
DN MADEIRA

A campanha do AS Monaco merece ser alvo de estudo. Privado dos jogadores que davam asas ao sonho de alcançar sucessos desportivos, nomeadamente Falcao e James Rodriguez, o português Leonardo Jardim, natural de Caracas, que tem na sua equipa técnica os conterrâneos Nelson Caldeira e António Vieira, conseguiram encontrar uma fórmula para garantir triunfos.

O segredo, segundo publicação feita, recentemente, no jornal beIN Sports, foi a percepção rápida de que teria de abdicar de uma postura ofensiva por outra, que tem sido produtiva, assente num enorme rigor táctico e defensivo.

Depois de perder as jóias da coroa monegasca logo no final da pré-temporada, a equipa ficou, naturalmente, desprovida de automatismos e acabou por efectuar uma péssima entrada no campeonato: à quinta jornada contabilizava somente cinco pontos.

Aos poucos, Leonardo e seus pares reinventaram o modelo de jogo. Perceberam que o sucesso teria de ser alcançado à custa de maior transpiração e menor inspiração em função da menor qualidade do plantel relativamente à época anterior. E provaram que podem conseguir vitórias sem estrelas.

O último desaire aconteceu a 29 de Novembro, no reduto do Rennes. Desde então contabilizaram 10 vitórias e 2 empates, sendo que uma destas igualdades acabou por ser bem saborosa, já que no final o Mónaco eliminou o comandante do campeonato gaulês, o Lyon, no estádio deste, após o desempate por grandes penalidades.

Por esta e por outras é que Leonardo Jardim é um dos treinadores mais elogiados do futebol francês. E até já ganhou já ganhou o cognome de Arquitecto do Principado, como refere o artigo publicado pelo BeIN Sports.

11 jogos sem sofrer golos

À falta de ‘craques’ à escala internacional, Leonardo Jardim construiu uma defesa de autêntico ‘betão’. Só assim se explica que na fantástica caminhada de 12 jogos sem perder tenha conseguido manter inviolável a sua baliza em 11 partidas. O único golo sofrido até ao momento foi precisamente frente ao Lyon, para a Taça de França.

Defender bem e concretizar as poucas investidas atacantes que o grupo produz tem sido a chave do sucesso. Hoje, de resto, ninguém acreditaria que o Mónaco estivesse a discutir as quatro competições: 5.º lugar no campeonato, semi-finalista da Taça da Liga, oitavos-de-final da Taça de França e oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Ou seja, se bem que ainda esteja distante de conquistar títulos, já conquistou a simpatia dos críticos do futebol gaulês, que têm a noção de que com poucos ovos o madeirense fez uma omolete de grande qualidade.

Ninguém duvida de que seria difícil a qualquer outro treinador ter realizado um trabalho semelhante ao do madeirense e até há quem garanta que só Leonardo conseguiria ter o mesmo grau de sucesso num Mónaco em reconstrução financeira e desportiva.

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As eleições para a presidêcia da FIFA, cujo prazo de candidatura termina a 29 de janeiro, decorrem a 29 de maio, no segundo de dois dias do congresso da FIFA, em Zurique, na Suíça.

Foto: Cortesia

O português Luís Figo justificou hoje a sua candidatura à presidência da FIFA, nas eleições que vão decorrer a 29 de maio, com a ambição de mudar o organismo e retribuir o que o futebol lhe deu.

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CORREIO/LUSA

A selecção portuguesa de futebol vai defrontar a Itália a 16 de Junho, em jogo particular a disputar em Doha, no Qatar, anunciou a FIFA no seu sítio oficial na Internet.

Depois de ter divulgado o agendamento do encontro, a FIFA precisou que este está marcado para a capital deste emirado.

O embate entre a equipa das ‘quinas’ e a Itália vai ser disputado três dias depois de Portugal receber a Arménia, para o grupo I de qualificação para o Euro2016.

Portugal ocupa o segundo lugar do grupo I, com seis pontos, menos um do que a Dinamarca, que tem mais um jogo disputado, enquanto a Itália divide com a Croácia a liderança do grupo H.

O particular de 16 de Junho vai ser o 25.º embate entre as duas selecções e o primeiro desde 06 de Fevereiro de 2008, quando a ‘equipa das quinas’ perdeu por 3-1, em Zurique.

Nesse jogo, Ricardo Quaresma marcou o golo luso e Luca Toni, Andrea Pirlo e Fabio Quagliarella os tentos transalpinos.

Portugal venceu quatro dos 24 encontros com a Itália, todos em território português – o último dos quais num particular disputado em Dezembro de 1976, por 2-1 -, empatou dois e perdeu 18.