A grandeza do passado

A história da emigração portuguesa na terra de Simón Bolívar é muito antiga, como atestam os muitos episódios históricos que remontam ao século XVI

Numa altura em que os reinos de Espanha e de Portugal competiam pelo domínio do Oceano Atlântico e das costas africanas, surgiu a necessidade de celebrar um convénio que estabelecesse a divisão das zonas de navegação conhecidas e a conquistar para evitar conflitos entre ambas as coroas.

A criação do Instituto Técnico de Imigração e a Colonização permitiram a entrada de agricultores portugueses na Venezuela

Um dos processos migratórios que mais marcaram o crescimento da nascente república venezuelana foi a transladação de portugueses nos famosos “barcos negros” para trabalhar nas instalações petrolíferas de Curaçau, a partir de 1920.

Entre 1948 e 1983 registou-se um aumento considerável no número de portugueses que vieram procurar uma vida nova na Venezuela

Decorria o ano de 1948 e a Venezuela vivia um processo de grandes mudanças políticas. Após Rómulo Gallegos ter sido derrubado e forçado ao exílio, foi constituída uma junta formada exclusivamente pelos seus antigos aliados militares, que no golpe de 1945 assumira o poder de forma imediata.

Ainda que a partir de 1983 se tenha assistido a uma descida no número de portugueses, o século XX inicia com uma quinta onda de emigração lusa para a Venezuela.

Alguns factos ocorridos nos últimos anos da década de 70 marcaram o início da uma nova etapa na emigração portuguesa na Venezuela, que se caracterizou pelo regresso a terras lusitanas ou pelo êxodo para as mais recônditas povoações do país de Bolívar.