Opinião

0 770

O Vazio do Pós Festas Natalícias

Neste Natal, S. Pedro bafejou-nos com temperaturas amenas e soalheiras, mais parecendo uma primavera extemporânea. Então o dia pós Natal foi um dia radiante de sol, permitindo a muitos cidadãos e muitos turistas usufruírem desse privilégio.

0 613

Um banco age com abuso de direito ao mover uma acção executiva contra os fiadores ou contra os herdeiros do devedor falecido, caso exista um seguro de vida.

0 687

A Falta do Pai

Quando caminhamos, pelas ruas, dominados pelos nossos sentimentos e problemas, normalmente com a cabeça baixa, nem nos damos conta dos dramas de muitos com quem nos cruzamos, mas, se mais libertos dos nossos “egocentrismos”, poderemos olhar no rosto dos transeuntes com quem nos cruzamos e tentarmos “ler” o que lhe vai na alma, sim porque “o rosto são os olhos da alma” de cada um de nós, que pode ser de felicidade ou tristeza ,de angústias ou reflexo dos problemas que as afligem. Por mim, e porque me apaixonei pela Psicossociologia, essa parente pobre das ciências (sociais,) e cujo atraso, em relação às demais ciências, provoca muitos “danos” nas pessoas, essa percepção das emoções e sentimentos, dizia eu, é feita sem qualquer sentido de “voyerismo”, mas apenas porque me apaixona observar as pessoas e tentar penetrar na sua alma que, mesmo pela observação, não é assim tão difícil de se conseguir. Pelo menos, poderemos ler no rosto o seu “mundo”. Não destaco, no meu interesse de observação, qualquer faixa etária em especial, porque cada uma tem o seu interesse psicossociológico de observação. Da pureza e ingenuidade das crianças, do desabrochar dos adolescentes, da maioridade ou maturidade dos jovens adultos, até aos idosos, muitos deles duma ternura comovente, são todos universos de interesse de observação.

Mas nem tudo são rosas, porque a “ruindade” é, muitas vezes, detectada à vista de desarmada, isto é, pela simples observação, ou então cruzarmo-nos com um deficiente e, neste saco, é como se a nossa alma fosse trespassada por um punhal e nos provoca uma enorme dor, sentimento esse atenuado ao olharmo-nos ao espelho ou em redor e darmos graças a Deus, ao Deus de cada um e eu tenho o meu, por termos tido bafejados pela sorte de, pelos menos, não termos uma enfermidade tão grave, embora possamos “esconder” as nossas doenças. Tocam-me bem fundo, no coração e na alma, muitos dos casos dramáticos que observamos ou nos são mostrados pelos “medias” e deixam-nos confusos e ousamos perguntar a Deus, porquê, ainda mais quando as vítimas são crianças!

Há dias, já em plena época natalícia, propícia ao desabrochar de sentimentos de fraternidade, de solidariedade, de família, etc., muitos deles genuínos mas outros autêntica manifestação de “faz de conta” ou mesmo de hipocrisia e frieza, em crescendo nas sociedades modernas dominadas pelo “ter” (consumismo e materialismos) e não pelo “ser”, não pude ficar indiferente ao que ia ouvindo, ao mesmo tempo que me aproximava duma jovem senhora que, ao telemóvel, falava alto para alguém que estava do outro lado.

0 586

O primeiro que não voltará é o defunto. Do “mais além” não se regressa nunca. Por mais grande que alguém se tenha imaginado ser, isso não acontece. Até agora, que se saiba, ninguém regressa.

0 556

Como faz com regularidade, Rafael aproveita o almoço com Armando, num novo restaurante, para conhecer mais de perto da a gastronomia. A diferença é que, nesta oportunidade, também quer saber o que pode fazer para se converter num investidor. Armando fica gratamente surpreendido com o interesse de Rafael, o qual se tem caracterizado pela renúncia em abordar temas que relacionados com a boa utilização do dinheiro.

0 356

“Este ano passou voando”, disse-me a minha mãe esta semana. Esta expressão é ouvida com frequência à medida que se aproxima o fim do ano. Para muitos é motivo de alegria a iminência do pagamento dos subsídios e pensar no que vão poder fazer com esse dinheiro. Os mais sábios, planeiam, cuidadosamente, com suficiente antecipação, qual a utilização a dar para obter um benefício que perdure no tempo.

0 450

Shary Do Patrocino

Visitar um país como turista definitivamente não é o mesmo do que chegar como imigrante. Para o turista, os dias passam rapidamente e parecem ser curtos ante o desejo de ir às compras, visitar museus, lugares emblemáticos, conhecer a vida nocturna e a gastronomia dessa cultura. Para o imigrante, os dias tornam-se longos e ainda que tampouco haja tempo que perder, a preocupação vai muito mais além de um par de sapatos ou de uma fotografia para as redes sociais.