Cidade

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Ommyra Moreno Suárez

Daniela García

José Fernandes

No Estado Aragua, a comunidade e colaboradores da paróquia “A Ressurreição do Senhor”, da cidade de Maracay, realizaram a III Festa em honra a Nossa Senhora de Fátima 2016. A iniciativa teve lugar na urbanização Base Aragua, rua 2 com 1ª transversal. A comemoração iniciou-se na passada terça-feira 4 de outubro, a partir das 17h00, com a novena dedicada à Virgem de Fátima, seguida da Santa Missa.

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Um comerciante lusitano construiu uma casa de Santana no terraço do seu negócio

Na Venezuela, a comunidade portuguesa é muito numerosa e a grande maioria dos seus membros são oriundos da ilha da Madeira. Grande parte deles sente saudades da sua terra, que tiveram de deixar por diferentes motivos, em busca de um melhor futuro.

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Carla Salcedo Leal
Kenner Prieto

Os caraquenhos queixam-se muitas vezes de que não há nada para fazer nesta cidade nos momentos livres, mas a verdade é que desde há alguns anos que têm sido criados oásis capazes de distrair a mente e a alma, e afastar-nos do stress gerado pelas filas.

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CSM recibió notificación de alto consumo

Carla Salcedo Leal

Kenner Prieto Figuera

Uma das ‘caras’ mais bonitas que Caracas oferece a residentes e visitantes é, sem dúvida alguma, o Sistema Urbano da Nacionalidade, em honra às lutas independentistas, situado no centro e sudoeste da cidade, inaugurado por Marcos Pérez Jiménez en 1956.

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Carla Salcedo Leal

Kenner Prieto

A Plaza Bolívar de Caracas, situada no centro histórico da Paróquia Catedral do Município Libertador, é o ponto de partida para o percurso pelas famosas esquinas do centro de Caracas. Rodeada de construções importantes como o Museu Sacro, a Catedral de Caracas, o Palácio Municipal, a Capela de Santa Rosa Lima, o Palácio Arcebispal, a Casa Amarela e a do Governo do Distrito Capital, este é um dos espaços públicos mais importantes da Venezuela.

Acompanhe-nos, nesta edição, num percurso por cinco esquinas, cujos nomes perduraram na história e hoje fazem parte dos pontos emblemáticos que devemos visitar e conhecer. Por trás destes nomes há muitas histórias, lendas e episódios, e é bom lê-los para assim conhecer um pouco mais sobre a nossa querida capital.


PADRE SIERRA_800x600Padre Sierra: É uma das poucas esquinas que conserva o nome recebido na época de colónia, há mais de 300 anos. Foi assim denominada em honra a D. Joseph de Sierra, capelão das monjas Concepciones, que, em 1766, viveu na casa que se situava naquela zona. O padre Sierra foi um homem muito humanitário, que fez um grande trabalho durante a epidemia de 1766, ao ajudar a curar os doentes, pondo em risco a sua própria vida. Teve uma atitude similar a 21 de Outubro desse ano, ao socorrer as vítimas do terramoto que sacudiu Caracas. O padre Sierra morreu vítima de uma doença que contraiu quando se dedicava a curar e a proteger os doentes.


LA BOLSA_800x600La Bolsa: Alguns associam o nome ao facto de, nessa esquina, existir a casa da bisneta de Don Diego de Boiza, o homem de ‘maus instintos’ encarregue da governação da Província de Venezuela em 1542. Ou seja, o nome provém de uma decomposição do apelido de Boiza. Também se diz que foi nessa esquina que se estabeleceu um tal de Barão de Corvaia, que possuía um negócio de empréstimo de dinheiro, com tal fama que o Presidente Guzmán e os políticos o visitavam frequentemente para as suas operações monetárias. O escritório obteve então o nome de ‘Bolsa de Caracas’.


Los Angelitos: Nesta esquina, diziam os povoadores da cidade, o Presidente Páez, nos seus exercícios de patriota, cortejava uma mulher alheia. Para não ser surpreendido em flagrante em actos de machismo que lhe poderiam acarretar confrontos, colocou, nessa esquina, que mantém o nome, um grupo de guardas, bem armados, cuja missão era impedir a chegada de ‘chaperons’ ou visitantes não desejados. Aqueles ‘anjinhos’ (‘angelitos’) colocados em plena rua permaneceram na história da cidade.


SAN FRANCISCO_800x600San Francisco: O nome tem origem no Convento Máximo da Imaculada Conceição, fundado por uma comunidade franciscana em 1575. A igreja de São Francisco foi desenhada em 1593. Em 1813, Simón Bolívar foi consagrado neste templo com o título de Capitão Geral dos exércitos de Venezuela e com o nome de Libertador. Posteriormente, o templo recebeu os seus restos mortais, a 17 de Dezembro de 1842, quando se celebrou o funeral com o Requiem de Mozart, antes de serem trasladados para a Catedral de Caracas.


SOCIEDAD_800x600Sociedad: Ali se encontrava, no início do século XIX, uma casa grande com portas de madeira escura com relevo, salão de ossos, corredor de ladrilhos e um grande jardim rodeado de elegantes pilares. Esta foi a sede da Sociedade Patriótica, em 1811, onde se ouviu, pela primeira vez, Simón Bolívar motivar o povo para que lutasse pela independência. Personagens como Francisco de Miranda, Miguel Peña, Antonio Muñoz Tébar, Francisco Espejo, os irmãos Salias e Vicente Tejera  reuniram-se neste local para procurar uma solução para a opressão em que a Venezuela vivia naquela altura.

Saiba mais sobre as esquinas de Caracas na nossa próxima edição e através de ‘Histórias Mínimas de Cidade’, no Facebook e @urbanimia no Twitter.

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Neste novo percurso pelos lugares emblemáticos da Venezuela, convidamos o leitor a conhecer um espaço majestoso, onde se respira cultura e, sobretudo, história

Sergio Ferreira

Kenner Prieto

Já passaram quase 140 anos desde que, a 27 de Março de 1874, o presidente Antonio Guzmán Blanco decretou a transformação da igreja da Santíssima Trindade de Caracas para acolher o Panteão Nacional da Venezuela, de modo acolher os restos dos Próceres da Independência e os cidadãos mais destacados da nação.

Com o passar do tempo, este imponente mausoléu converteu-se num dos pontos turísticos mais importantes da capital e do país, albergando actualmente os restos mortais de 141 venezuelanos exemplares. Recetemente passou a exibir um novo rosto com recém-inaugurado espaço dedicado ao libertador Simón Bolívar.

Uma igreja com história

DSC_0156_800x537A igreja da Santíssima Trinidade de Caracas havia sido construída por Juan Domingo del Sacramento Infante, em meados do século XVIII, entre os anos 1744 e 1783. No entanto, o terramoto de 1812 destruiu a quase totalidade do templo, pelo que se iniciou uma lenta reconstrução que se estendeu inclusivamente até ser declarado Panteão Nacional.

A escolha deste templo para tal fim ficou a dever-se ao facto de no seu interior terem sido colocados, temporariamente, os restos mortais do Libertador Simón Bolívar, em 1842, até a trasladação para a Catedral. Nela também foram sepultados, em 1851, os restos do marquês de Toro e, mais tarde, os corpos de José Gregorio Monagas, Andrés Ibarra e Ezequiel Zamora.

O decreto de Guzmán Blanco foi acompanhado pela ordem da conclusão das suas fachadas com base no projecto havia sido desenhado para a igreja pelo engenheiro José Gregorio Solano, entre 1853 e 1858. Os trabalhos foram conduzidos pelos engenheiros Julián Churión, Juan Hurtado Manrique, Tomás Soriano e Roberto García, tendo a inauguração sido realizada a 28 de Outubro de 1875.

Não obstante, a verdadeira consagração do edifício teve lugar no dia de São Simão, a 28 de Outubro de 1876, quando se trasladaram desde a catedral os restos mortais do Libertador. Estes foram depositados num sarcófago de madeira com revestimentos de prata e ouro, segundo o estilo neo-gótico, pelo o artista francês Emile Jacquin. Também foi transladada desde a catedral a estátua do Libertador, feita em 1842 pelo escultor italiano Pietro Tenerani.

Em 1910, o governo de Juan Vicente Gómez procedeu a uma reforma geral do edifício, segundo o projecto do arquitecto Alejandro Chataing, a qual foi terminada em Julho de 1911, por ocasião da celebração do centenário da Independência. Outra requalificação do Panteão foi ordenada por um decreto do governo ‘gomecista’, em 1929, conforme o projecto do arquitecto Manuel Mujica Millán.

O antigo sarcófago de madeira que continha dos restos mortais do Libertador foi substituído por um de bronze, desenhado pelo escultor espanhol Chicaharro Gamo, e colocado sobre uma base de mármore. A parte superior das naves e os tímpanos foram cobertos pelas pinturas de temas alegóricos e históricos de Tito Salas.

Em 1963, o governo de Rómulo Betancourt decretou uma nova regulamentação que estabelecia que o Panteão devia estar aberto ao público todos os dias do ano. Em 1980 foram iniciados os trabalhos urbanísticos de remodelação das redondezas do Panteão, conforme o estudo do arquitecto Tomás Sanabria.

 Quem repousa no Panteão Nacional?DSC_0103_800x537

São 141 os corpos que repousam no Panteão Nacional. Pertencem a cidadãos que se destacaram por actos heróicos durante a luta pela independência ou ex-presidentes, mas também artistas e médicos ilustres. No seu interior descansam 87 militares e 54 civis; 4 mulheres e 37 homens, e 10 estrangeiros. No lugar encontra-se ainda “cenotafios”, pois os restos estão sepultados noutros países.

Cecilio Acosta, José Ángel de Álamo, Francisco de Paula Alcántara, Demetrio Alfaro, Lisandro Alvarado, Raimundo Andueza, Francisco Aranda, Juan Bautista Arismendi, Jesús María Aristeguieta, Carlos Arvelo, Rafael Arvelo, Francisco de Paula Avendaño, Rafael María Baralt, José Miguel Barceló, Pedro Bárcenas, Víctor Barret de Nazarís, Beluche Renato, José Francisco Bermúdez, Pedro Bermúdez Cousín, Andrés Eloy Blanco, José Félix Blanco, Manuel Blanco, Rufino Blanco Fombona, Simón Bolívar, Justo Briceño, Mario Briceño Iragorry, Domingo Briceño y Briceño, Luis Brión, Blas Bruzual, Manuel Ezequiel Bruzual, Lorenzo Bustillos, Luisa Cáceres de Arismendi, Josefa Camejo, Francisco Carabaño Ponte, José María Carreño, Teresa Carreño, José de la Cruz Carrillo, Carlos Luis Castelli, Juan Francisco del Castillo, Cipriano Castro, Manuel Cedeño, Lino de Clemente, Agustín Codazzi, Juan Fermín Colmenares, Juan José Conde, José María Delgado Correa, Manuel María Echeandía, Juan Crisóstomo Falcón, León de Febres Cordero, Carmelo Fernández, Fernando Figueredo, Alejo Fortique, Rómulo Gallegos, Juan Garcés, José María García, Valentín García, Miguel Gil, Francisco Esteban Gómez, José de Jesús González, Tomás Green, Guaicaipuro, Juan Bautista Guerra Carrillo, Manuel María Guevara, Antonio Leocadio Guzmán, Antonio Guzmán Blanco, Tomás de Heres, Francisco Hurtado, Andrés Ibarra, Diego Ibarra, Francisco de Ibarra, Juan Domingo del Sacramento Infante, Tomás Lander, José Prudencio Lanz, Jacinto Lara, Francisco Lazo Martí, Andrés Olimpo Level, Francisco Linares Alcántara, Enrique Luzón, José Tomás Machado, Vicente Marcano, Santiago Mariño, Zoilo Medrano, Ramón Ignacio Méndez de la Barta, Arturo Michelena, Guillermo Michelena Salías, Carlos Minchin, José Gregorio Monagas, José Tadeo Monagas, Mariano Montilla, Juan de Dios Monzón, José Trinidad Morán, Tomás Muñoz y Ayala, Pedro Navarro Bolet, Carlos Núñez, Daniel Florencio O’Leary, Manuel Germán Ojeda Muñiz, José Manuel Olivares, José Antonio Páez, Miguel Palacio Fajardo, Juan Antonio Paredes Angulo, Francisco Vicente Parejo, Ana Teresa Parra Sanojo, Jesús María Paúl, Miguel Peña, Fernando Peñalver, Juan Antonio Pérez Bonalde, Gabriel Picón González, Judas Tadeo Piñango, Simón Planas, José Ignacio Pulido del Pumar, José Luis Ramos, Rafael Rangel, Luis Razetti, José Rafael Revenga, Pedro Rodríguez, Simón Rodríguez, Francisco Rodríguez del Toro, Donato Rodríguez Silva, Arístides Rojas, Cristóbal Rojas, Pedro Manuel Rojas Mercado, Juan José Rondón, Bartolomé Salom, Tomás José Sanabria y Meleán, Luis Sanojo, José Laurencio Silva, Juan Antonio Sotillo, Carlos Soublette, Fermín Toro, Pedro León Torres, Martín Tovar y Tovar, José Vicente de Unda, Diego Bautista Urbaneja Sturdy, Adolfo Urdaneta, Rafael Urdaneta, Wenceslao Urrutia, Juan Uslar, José María Vargas, Miguel Antonio Vásquez, José Joaquín Veroes, Francisco Javier Yánez, José Ramón Yépez, Ezequiel Zamora, Miguel Zárraga.

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Milhões de pessoas em ambos os países esperam a chegada da quadra natalícia e do ano novo para levar a cabo diferentes tradições que dão vida à celebração

Uma das épocas do ano mais esperadas em todo o planeta é a quadra dezembrina.