Celebrado arraial para apoiar Santuário de Fátima

Celebrado arraial para apoiar Santuário de Fátima

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Em Guatire reuniram-se venezuelanos e portugueses para celebrar e angariar fundos

O Centro Sociocultural Virgem de Fátima de Guatire organizou um arraial para angariar fundos em prol da construção do Santuário da Virgem de Fátima, na urbanização Castillejo daquela cidade mirandina. A verbena teve lugar no domingo, 12 de Outubro, tendo ainda no dia seguinte sido organizada uma procissão para recordar uma das aparições da Virgem ante os pastorinhos Lúcia dos Santos, Jacinta e Francisco Marto, em 1917. O evento dominical começou com a santa missa, que depois deu lugar à festa disposta entre stands de venda de comidas, bebidas e produtos diversos, num ambiente de música e alegria. No final da tarde, teve lugar a actuação do Grupo Folclórico do clube, que está sempre presente na s actividades de beneficência e culturais da localidade.

“Apoiando desde o início”

Humberto Delgado Silva, sacerdote da paróquia Santa Cruz de Pacairigua, sente-se muito orgulhoso por testemunhar os encontros da comunidade luso-venezuelana, especialmente os religiosos. “Tenho apoiado desde o início, com o senhor Alfonso da Silva Vieira, quando nasceu o desejo de congregar todos os fiéis há 20 anos, aproximadamente”, recorda Delgado, de origem peruano e há 36 anos no sacerdócio. “Estou muito feliz por ser parte deste sonho que se está tornando realidade: o Santuário da Virgem de Fátima”.

“A fé une venezuelanos e portugueses”

José Antonio Barrera, Pároco de Santa Cruz de Pacairigua, afirmou estar muito comprazido por oficiar a missa em honra da Virgem de Fátima “porque é uma avocação muito bela e muito querida na Venezuela”. Barrera, um venezuelano com “muito apego pela comunidade portuguesa”, felicitou todos os que têm apoiado a construção do Santuário “porque é um lugar de paz, construído com esforço próprio, com iniciativa, com o esforço que soma vontades. Só o facto de estarmos reunidos aqui demonstra que a fé une venezuelanos e portugueses”, disse.

“Sim, há jovens comprometidos”

Rafael Toro, cujo avô era da Ribeira Brava, Madeira, e esteve radicado em Guatire, sente-se “como que em casa” quando está numa celebração da Virgem de Fátima, “sobretudo quando se trata de ajudar a construção do seu santuário”, disse.

“Sempre colaborei e participo como ‘monaguillo’ porque durante toda a minha tenho estado ligado à Igreja, acrescentou Toro, que é estudante de Comunicação Social na Universidade Católica Santa Rosa, e assegura que “sim, há jovens comprometidos com a religião, que somos fiéis à Virgem e que desejamos que tenha o seu lugar especial em breve”.

“Cantamos para a Virgen”

Antonio e María Fernandes, que estão casados há 18 anos, sempre foram devotos da Virgem. Mas só foi recentemente que fundaram o Grupo Coral Virgem de Fátima, juntamente com o seu filho Ángel Antonio, o irmão Victor Fernandes e Javier Rodrigues. Desde Junho reúnem-se todas as semanas para ensaiar o repertório e no último arraial apresentaram-se ante a comunidade. “Cantamos para a Virgem e seguiremos apoiando todos os eventos que venham a ser realizados em sua honra pois, como dizem, ‘aquele que canta ora duas vezes’, e para nós isso é um motivo de alegria e orgulho”.

“Grupo Folclórico diz: Presente!”

Ana da Silva, representante do Grupo Folclórico do Centro Sociocultural Virgem de Fátima, actuou juntamente com os seus bailarinos e músicos na verbena de 12 de Outubro. “Participamos com muita emoção porque é uma causa nobre e além disso temos a oportunidade de conviver tanto com o público português como o venezuelano. Quero destacar que os crioulos também desfrutam muito da nossa cultura”, afirma Silva, cujos pais são da Calheta, Madeira, e que se tem dedicando a promover a sua cultura.

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