Comércio junto à Insular de Moinhos fica fechado

Comércio junto à Insular de Moinhos fica fechado

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Os estabelecimentos comerciais no Largo do Pelourinho vão ter de se manter fechados amanhã devido ao condicionamento da zona, assim como vão continuar interditos a circulação e os estacionamentos na Travessa da Malta, revelou João Pedro Vieira, acrescentando que a Câmara Municipal do Funchal está a estudar alternativas para os moradores, comerciantes e entidades públicas pararem os carros. A avaliação estrutural do antigo edifício da Insular de Moinhos que foi consumido pelo incêndio de sexta-feira está prevista para esta segunda-feira, mas não é certa que vá acontecer e que será logo pela manhã. Tudo vai depender da evolução da situação no interior do prédio, onde ainda ardem pequenos fogos e caem matérias.

Para já nem está marcada uma hora para a visita dos técnicos. “No interior do edifício continuam a existir materiais que vão ardendo. Enquanto não existirem condições para debelar em definitivo toda aquela situação e como consequência disso ainda não é possível efectuar no interior do edifício, e com todas as condições de segurança que são necessárias, a sua avaliação estrutural”, disse o vereador e responsável pelo Serviço de Protecção Civil Municipal.

O que está previsto é a manutenção da equipa de prevenção dos Bombeiros Sapadores do Funchal no local, são três profissionais apoiados por uma viatura que estão de guarda 24 horas, enquanto o fogo vai acabando de consumir o que ainda resta das madeiras. De vez em quando, fruto desta queima lenta, caem pedaços, materiais no interior. Esta instabilidade inviabiliza qualquer tentativa de acesso nesta fase.

A esperança é de que amanhã já seja possível reunir as condições para que a equipa do Laboratório Regional de Engenharia Civil possa entrar e fazer então a avaliação integral de todo o prédio, assim como o proprietário do edifício, de forma a assegurar a segurança de pessoas e bens na zona.

“Manter-se-á o perímetro de segurança que foi estabelecido desde o início e que impede ao cesso nomeadamente à Travessa da Malta, ao Largo do Pelourinho, quer pela Rampa do Cidrão, quer pela Rampa D. Manuel, e depois também ali no final da Rua Direita permanece também um perímetro estabelecido que impede a circulação em toda aquela zona”, revelou o vereador. “Isso implica depois algumas decisões da parte da Câmara Municipal do Funchal, que estamos agora a avaliar, quer do ponto de vista dos estacionamentos na periferia que eram usados por moradores e outras entidades comerciais e também públicas que usavam a zona como acesso rodoviário e também temos uma preocupação em relativamente aos estabelecimentos de toda aquela zona que terão de manter-se encerrados pelo menos até ao dia de amanhã, enquanto não for efectuada a avaliação estrutural de todo o edifício”, acrescentou João Pedro Vieira, pedindo aos proprietário e à população em geral compreensão.

A Câmara está a estudar as alternativas possíveis sem comprometer a segurança. Por outro lado está também assegurada amanhã a presença no local de alguns elementos da Polícia de Segurança Pública, tendo em conta os trabalhos que se espera venham a decorrer e a maior presença de pessoas no centro da cidade.

Entretanto, pelas 18h12, a Câmara Municipal do Funchal divulgou uma nota de imprensa confirmando que amanhã, segunda-feira, manter-se-ão encerrados os seguintes acessos pedonais: Largo do Pelourinho, Rampa do Cidrão, Rampa D. Manuel e Travessa da Malta, sendo que o trânsito rodoviário está fechado na Travessa da Malta e na Rampa D. Manuel.

Também, os estabelecimentos comerciais no Largo do Pelourinho e da Travessa da Malta estarão encerrados, tal como “todos os que tiverem acesso através da Travessa da Malta”.

Já o acesso pedonal à Rua Direita mantém-se através da rua Dr. Fernão de Ornelas – Rua da Cadeia Velha.

A autarquia acrescenta que está a avaliar alternativas para quem estaciona habitualmente no local e avançará com as soluções oportunamente.

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