Consulado em Caracas atende 500 a 600 pessoas por dia

Consulado em Caracas atende 500 a 600 pessoas por dia

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Agostinho Silva, em Caracas (Venezuela)

O cônsul-geral de Portugal em Caracas, Licínio Bingre do Amaral, falou ao JM Madeira. Nas instalações consulares mostrou como estão a funcionar todos os seus serviços que atendem, todos os dias, uma média entre 500 e 600 portugueses. “Sim, é um dos Consulados que mais atos prática em todo o mundo”, confirma Licínio do Amaral.

O cônsul-geral fala da corrida aos passaportes e do aumento brutal de pedidos de procurações, pedidos de assistência social, sobretudo repatriamentos e medicamentos. Uma azáfama diária que já teve a ajuda extra de uma equipa que veio de Lisboa.

“Este é um país com uma grande comunidade portuguesa que se integrou perfeitamente. Muito dinâmica ao nível comercial, por isso ajudou muito a desenvolver a Venezuela”, enquadra. “Neste momento, devido a situação difícil do pais, a Comunidade está a procurar opções, que desta vez também inclui a saída do país”, afirma de forma realista. “Por isso os portugueses vêm muito ao Consulado para terem os documentos e os registos em dia, para a eventualidade de decidirem ir para outro país, inclusivamente regressar a Portugal.”

O Estado português segue a situação delicada na Venezuela por isso isentou os cidadãos do pagamento de emolumentos consulares. “Todos os atos são gratuitos, o Estado compreendeu a situação e os portugueses não pagam nada”, reforça o cônsul-geral. Uma ajuda preciosa para muita gente; um passaporte, por exemplo, custava 70 euros, agora é gratuito.

Sobre a relevância das vistas de governantes nacionais e regionais, o cônsul-geral considera-as de extrema importância. “O secretário de Estado já cá veio oito vezes, segue a situação ao minuto, o secretário regional da Educação da Madeira já cá veio várias vezes, e isso transmite apoio. As pessoas sentem-se apoiadas pelo Governo da República e pelo Governo da Madeira.”

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