Curiosidades sobre os azulejos portugueses

Curiosidades sobre os azulejos portugueses

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O azulejo é uma das expressões artísticas mais impactantes e de maior valor da Cultura portuguesa. Em Portugal há cerca de 500 anos os azulejos são uma singularidade como elemento decorativo e arquitetónico. A decoração cerâmica chegou à Península Ibérica pela mão dos Árabes, durante o século XIII, e ao longo de épocas foi-se ajustando à História e realidades de Portugal, retratando a vida social, política, militar e religiosa.

Azzelij foi o termo árabe que deu origem à palavra azulejo, que significa “pequena pedra polida”, usada para desenhar mosaicos.

Os primeiros azulejos em Portugal são provenientes de oficinas espanholas, em Sevilha. O rei D. Manuel I encantou-se pelo brilho dos azulejos que viu em Espanha e inspirou-se para decorar as paredes do Palácio Nacional de Sintra.

As encomendas de grandes composições únicas personalizadas para cada espaço eram dispendiosas, por essa razão regularmente se foi optando por azulejos de repetição.

A azulejaria de fachada traz benefícios para além da estética. Uma construção revestida de azulejos protege as paredes do frio e da humidade. A corte portuguesa oitocentista entendeu isso rapidamente e lançou a moda de se revestir fachadas com azulejos portugueses.

A partir dos finais do século XVII os Países Baixos começam a produzir ciclos em azul e branco, influenciados pela cerâmica chinesa, nos mesmos tons. Esta ideia agradou de tal forma a Portugal que foram empreendidas as primeiras oficinas nacionais na produção de azulejos portugueses — ciclo dos mestres.

Os azulejos portugueses de padrão aplicado a fachadas ganhou grande popularidade após o terramoto de 1755. A urgência de reconstrução de Lisboa, o baixo custo deste tipo de material e o seu argumento estético determinaram a decisão. Muitas das fachadas desta época apresentam paineis com representações de padroeiros de protecção contra catástrofes naturais. Este tipo de azulejo é conhecido como azulejo pombalino.

A mais antiga fábrica de azulejaria portuguesa existe desde 1741 (antes do grande terremoto de Lisboa) e continua a laborar em Lisboa, usando ainda as mais antigas técnicas tradicionais portuguesas

Portugal é considerado oficiosamente a “Capital mundial do azulejo”, e Lisboa é a cidade com mais azulejos no mundo.

O azulejo português com uma existência de cerca de 500 anos tem gerado grande interesse mundial nos últimos anos e em Portugal a noção de património a defender deu origem ao Projecto SOS Azulejo, da Polícia Judiciária, que desde 2007 se dedica à protecção e valorização do património azulejar português. Está também a ser preparada a candidatura dos azulejos portugueses a património da Humanidade — UNESCO.

O restaurante 31 d’Armada tem nas suas paredes azulejos portugueses pintados à mão do séc. XVIII. Ao reservar uma mesa, para além de poder disfrutar da gastronomia portuguesa contemporânea tem também encontro marcado com um dos maiores legados da história de Lisboa.

 

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