Eleições na Venezuela adiadas para 20 de maio

Eleições na Venezuela adiadas para 20 de maio

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As eleições presidenciais na Venezuela, que estavam marcadas para abril, foram adiadas em cerca de um mês, para 20 de maio, após acordo entre o governo de Maduro (que procura a reeleição para novo mandato de seis anos) e alguns partidos da oposição.

O anúncio foi feito pela presidente da comissão nacional de eleições, Tibisay Lucena, que acrescentou, citada pela BBC, que o acordo entre os partidos para que sejam prestadas algumas “garantias eleitorais”. Esta questão é importante porque as eleições na Venezuela geralmente acontecem em dezembro, mas foram antecipadas para abril, o que alguns consideraram que era uma tentativa de apanhar os partidos da oposição desprevenidos e facilitar a reeleição de Maduro.

Vários países vizinhos, como a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Perú, avisaram que caso a decisão não fosse alterada o resultado da eleição poderia não ser reconhecido internacionalmente. As Nações Unidas, lideradas por António Guterres, vão ser convidadas a enviar uma missão de observadores para acompanhar “todas as frases deste processo”.

Mais de 20,7 milhões de eleitores estão chamados a participar nas eleições presidenciais, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE). “Em total 20.710.607 pessoas podem exercer o direito de votar”, explicou a diretora do CNE, Tania D’Amelio, durante uma conferência de imprensa em Caracas.

Segundo Tania D’Amelio, uma auditoria realizada ao registo eleitoral, entre 10 e 20 de fevereiro último, determinou que 20.374.829 venezuelanos estão inscritos formalmente no formalmente no CNE.

A eles somam-se 107.284 que estão inscritos para votar em representações diplomáticas venezuelanas noutros países e 228.494 estrangeiros radicados na Venezuela.

“Convocámos 18 organizações com fins políticos para apresentarem candidatos às eleições presidenciais e assistiram 13 (…) temos a participação de Podemos, do Movimento Eleitoral do Povo, do Partido Socialista Unido da Venezuela, Gente, Somos, Avançada Progressista, do Partido Comunista da Venezuela, de Copei (democratas-cristãos), Ação Democrática, Pátria Para Todos, UPP 89, MP e APC”, explicou.

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