I Festival de Dramaturgia Europeia chega a Caracas

I Festival de Dramaturgia Europeia chega a Caracas

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Evento, pensado como uma forma de aproximar o público à nova dramaturgia europeia, integrará conversas com os diretores e elencos

Ommyra Moreno Suárez

No dia 11 de agosto, na Caja de Fósforos da Concha Acústica de Bello Monte, em Caracas, realizou-se o primeiro Festival de Dramaturgia Europeia, em parceria com a Delegación de la Unión Europea e as Embaixadas de Espanha, Suíça, Itália e Polónia, assim como Instituto Italiano de Cultura, o British Council e o Goethe Institut. O evento, pensado como uma forma de aproximar o público à nova dramaturgia europeia, integrará conversas com os diretores e elencos, que descreverão as experiências dos processos criativos. As iniciativas apresentam-se às sextas às 19h30 e aos domingos às 15h00 e às 18h00. As entradas podem ser adquiridas em www.lacajadefosforos.com.ve ou nas bilheteiras.

O evento, intitulado “Estación Europa”, é constituído por um total de seis obras, oito diretores, 25 atores e dez cantores, que terão a tarefa de representar a proposta do festival cuja premissa é propor novas formas, novos discursos e novas temáticas para confrontar as nossas sociedades. A programação iniciou-se com a obra “Si, pero no lo soy”, do espanhol Alfredo Sanzol, dirigida por Diana Volpe. Nesta história, com quinze cenas curtas, seis atores interpretam 35 personagens que, com muito humor, demonstram que a personalidade é uma coisa mutável e em constante movimento. Por sua vez, Haydée Faverola dirige “Aruba” (Málaga), do novelista e dramaturgo suíço Lukas Barfuss, um drama de suspense que fala de forma despiedade da relação do casal perante o compromisso e a responsabilidade familiar. Na obra “Dissonorata”, de Saverio La Ruina, conta-se o drama de uma mulher de Calabria que narra a sua trágica e comovedora história, acompanhada de um coro de mulheres, sob a batuta de Orlando Arocha. “Shopping and Fucking”, do britânico Mark Ravenhill, dirigida por Ricardo Nortier, enraíza o que acontece quando o consumismo supera outros códigos morais. Em “La primera vez”, do polaco Michal Walczak, Diana Peñalver, Marisol Martínes e Fernando Azpurua assumem a direção desta montagem, cujo argumento se centra num casal que planifica o seu primeiro encontro sexual e acaba por converter a noite perfeita num verdadeiro pesadelo. O festival “Estación Europa”, que culminará a 19 de novembro, chega ao fim com a obra “Villa Dolorosa”, da dramaturga alemã Rebekka Kricheldorf, sob a direção de Orlando Arocha, oferecendo uma versão livre de “As três irmãs”, de Antón Chejov.  Em três aniversários de Irina, a irmã menor, há uma série de discussões sobre a possibilidade de escapar da sua realidade aborrecida. Com muita ironia, a autora revive os temas centrais da obra de Chejov: a solidão, a falta de iniciativa e o tédio de uma classe acomodada. Para mais informações sobre a programação, podem ser consultadas as redes sociais, nomeadamente o Twitter e o Instagram: @lacajadfosforos y Facebook: La Caja de Fósforos.

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