José Cesário manteve contatos com a comunidade

José Cesário manteve contatos com a comunidade

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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas entregou condecorações em Caracas a Inácio Pereira e a António Freitas

CORREIO/LUSA

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, esteve nesta semana em Venezuela, onde manteve contatos com a comunidade portuguesa. O governante entregou condecorações em Caracas a Inácio Pereira (Comendador da Ordem de Mérito) e a António Freitas (Comendador do Mérito Empresarial – classe Mérito Comercial) e esteve com os Portugueses em Maracay, Estado de Arágua, e Valência, Estado do Carabobo.

“São duas pessoas muito conhecidas na comunidade e importantes para ela”, diz depois da imposição das insígnias aos homenageados. Antes de se deslocar à Venezuela, o secretário de Estado passou pelo Rio de Janeiro, onde entregou as Comendas da Ordem do Mérito a duas personalidades da comunidade local e participou nas comemorações do 49º aniversário da Casa de Viseu.

A visita de José Cesário aconteceu num momento em que membros da comunidade portuguesa têm manifestado preocupação com a insegurança no país, com a escassez de bens de primeira necessidade e a subida dos preços.

“Encontrei da parte da comunidade, pelo menos dos elementos com quem contatei, uma vontade muito grande de continuarem a contribuir, com o seu trabalho, para o desenvolvimento da Venezuela”, disse.

“Os portugueses que aqui estão têm esse objetivo. São pessoas que têm os seus negócios, as suas atividades e o seu objetivo é, naturalmente, melhorarem as suas vidas e contribuírem para o desenvolvimento coletivo”, sublinhou.

Entre as preocupações que a comunidade lhe transmitiu estão a “falta de alguns produtos essenciais, algumas matérias-primas e, evidentemente, as questões da segurança que são correntes, que já duram há muitos anos, mas que continuam a preocupar duma forma muito clara, muito significativa, este conjunto que de portugueses que aqui estão e que são realmente umas centenas de milhares”.

“Suscitaram (também) a questão da dificuldade em arranjar divisas para poderem adquirir produtos e duma forma um bocadinho mais veemente, as dificuldades das ligações aéreas. Evidentemente que tive de explicar às pessoas aquilo que já tinha dito no passado mas que agora é muito mais evidente, que o Governo não determina o que é que a TAP faz ou deixa de fazer”, disse José Cesário.

Segundo o secretário de Estado, a “TAP é uma empresa comercial, ainda por cima agora privatizada na sua maioria, na maioria do seu capital” que “tem uma política, que é a sua política relativamente a cada mercado”.

“Há uma questão apenas de fundo sobre a qual nos debatemos, e que é tentar que continue a haver ligações aéreas diretas. Isso é um aspeto absolutamente fundamental. Sobre isso vamos naturalmente manter uma atuação com a TAP, que possa permitir que tal se verifique”, frisou.

Por outro lado explicou que para quinta-feira está previsto um encontro com o vice-ministro venezuelano de Relações Exteriores para a Europa, Calixto Ortega.

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