O associativismo e a cultura portuguesa encontraram um espaço nos meios de comunicação graças a Rodrigues.

José Rodrigues nasceu a 9 Setembro de 1937 na Ilha da Madeira. Uma humilde casa da freguesia do Monte, Funchal, foi o seu primeiro lar, o seu canto, esse que utilizou como inspiração para desempenhar o seu trabalho de dar notícias à comunidade luso-venezuelana.

Rodrigues, como era conhecido por muitos, em breve tomou a decisão de emigrar para a Venezuela em busca de uma vida melhor, procurando abrir caminho no mundo do jornalismo ao fundar um jornal e uma revista, com os seus fiéis companheiros e seguidores, a esposa Maria Goreti Marquez Rodrigues, e o seu filho, António Rodrigues.

Sem dúvida alguma a sua maior aposta foi a revista ‘Trinta Dias’ (Treinta Dias, em castelhano), há mais de 30 anos em circulação, e pouco mais de uma centena de edições.

Uma história que não se limita a isso, pois o certo é que, com mais de 50 anos na Venezuela, o nome de José Rodrigues figurou como colaborador, e inclusive dirigente de associações e grupos, tais como o grupo promotor das comemorações do Dia da Madeira; o Deportivo Portugués; a Associação Desportiva Luso Venezuelana; a Associação Civil Centro Português; entre outros.

A 18 de Abril de 2013 surgiu a notícia da sua morte, e desde então é comum que quem o conheceu de alguma maneira espere que ele chegue com a sua câmara ao pescoço e os seus sapatos desportivos aos eventos da comunidade. Para ele não havia eventos importantes ou não importantes, todos deviam ter cobertura, em prol da preservação da cultura portuguesa na Venezuela.

Até ao momento é o filho António Rodrigues, jornalista de profissão, que tem cumprido a promessa de continuar com o projecto da revista ‘Trinta Dias’.

 

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