Ler está na moda. Alberto Costa e Silva

Ler está na moda. Alberto Costa e Silva

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Na semana passada, falámos da importância e dos vencedores do Prémio Camões, e desta vez, exaltamos o trabalho do mais recente vencedor (que não é português mas pertence à lusofonia), Alberto Costa e Silva, que nasceu em São Paulo, no Brasil, a 12 de Maio de 1931. É poeta, ensaísta, historiador e diplomata, tendo tido missões em Lisboa, Caracas, Bogotá, Washington, Madrid e Roma, entre outros países. É membro da Academia Brasileira das Letras desde 2000, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia das Ciências de Lisboa. Em 2004, foi escolhido pela União Brasileira de Escritores como Intelectual do Ano.

Começou a escrever aos 8 anos de idade e a publicar desde os 17. “Tornei-me poeta porque trazia isso no sangue, porque o meu pai era poeta, porque eu tinha na família inúmeros poetas (…) Fui criado e cresci entre livros”. Sobre o estilo da sua poesia, define-a como “proustiana, interessa-me o mesmo que ele, reconquistar a infância, a poesia como reconquista do que vivi, do que vi, e para isso, naturalmente que tive a influência das condições peculiares da minha vida. Faço uma poesia muito confessional, para não ter que ir ao psiquiatra, porque fui uma criança com um pai doente…” (o poeta António Francisco da Costa e Silva).

Um dos temas mais estudados foi África. “Eu descobri África muito jovem, e desde então, é uma fixação tão parecida à infância e à poesia (…), é uma paixão profunda, uma paixão invencível pois tornou-se um vício.”

Pertence à geração de 45, a mesma de Affonso Avila, Ferreira Gullar, Marly de Oliveira, Carlos Pena Filho, Mario Faustino, Fernando Mendes Viana, Lelia Coelho Frota e outros mais jovens como Walmyr Ayala, Carlos Nejar, Affonso Romano de Sant´Anna e Armindo Trevisan.

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