Madeira terá um Dicionário Enciclopédico

Madeira terá um Dicionário Enciclopédico

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Obra estará disponível em formato digital e será possível aceder em qualquer parte do Mundo

Toda a informação sobre a Madeira – da história, política, arte, modo de falar, vocabulário e até as romarias e procissões – será reunida no Dicionário Enciclopédico da Madeira. A obra, que deverá estar pronta em 2015, terá uma versão em papel e outra digital e online, acessível em qualquer parte do Mundo.

Coordenada pelo professor José Eduardo Franco, docente universitário também madeirense, a obra é a parte mais visível do projecto Aprender Madeira e uma parceria entre a APCA – a Agência Promoção de Cultura Atlântica – e o Centro de Literaturas e Culturas Lusofonas e Europeias da Universidade de Lisboa (CLEPUL).

A parte científica – a elaboração do dicionário – é responsabilidade do CLEPUL e parte do Elucidário Madeirense, até ao momento a obra, escrita por altura dos 500 anos da descoberta da Madeira. Quase um século depois lança-se o Dicionário Enciclopédico, que será uma actualização do que está no Elucidário, sendo que terá na sua elaboração numa uma pessoa, mas mais de 700 investigadores.

Como foi referido, esta obra – que depois de pronta terá 10 volumes na edição em papel – irá fazer referências a natureza, tanto terrestre como marinha, a história depois da viagem de Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo. Ou seja, será possível, por exemplo, perceber o gosto pelo Natal na Madeira porque os primeiros padres a chegar à ilha foram monges franciscanos.

E São Francisco foi o primeiro a representar o presépio, no século XII. A ordem que fundou passou a cultivar o Natal, a dar-lhe uma importância que, na Madeira, ainda prevalece agora que se caminha para assinalar os 600 anos da chegada dos navegadores portugueses ao arquipélago. Um território que foi estratégico para as descobertas, uma plataforma importante também para aquela que foi a primeira etapa da globalização.

Além de fazer referências a cultos, tradições e romarias, haverá também entradas sobre a história da emigração madeirense, que, como a se conhece hoje, começou no século XIX, com o fim da escravatura e a necessidade de mão de obra barata. Os madeirenses foram trabalhar para as plantações da América do Sul, do Brasil a Demerara numa época de muita miséria na ilha.

Os primeiros passos de uma aventura que se iria prolongar no século XX pelas mesmas razões e com a mesma vontade de melhorar de vida, mas já não no Brasil, mas na Venezuela, África do Sul, no Reino Unido e na Europa continental de França à Suíça e a Alemanha. E estes serão apenas alguns dos temas a constar do Dicionário Enciclopédico da Madeira, que deverá estar pronto em 2015.

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