Maduro defende eleição de um novo parlamento para devolver estabilidade ao país

Maduro defende eleição de um novo parlamento para devolver estabilidade ao país

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Nicolás Maduro insistiu que a eleição de uma nova Assembleia Nacional (parlamento), na qual a oposição tem atualmente maioria, iria devolver a estabilidade ao país que atravessa uma crise política e económica. “Estou pronto e disposto para receber qualquer enviado do grupo de contacto”, disse Maduro numa conferência de imprensa no palácio presidencial de Miraflores.

“Este mesmo ano, é aquilo que desejo, a possibilidade de ter eleições antecipadas para o parlamento (…) essas são as eleições que vão ajudar à estabilidade do país, a superar estas perturbações que estamos a viver”, afirmou Maduro, durante uma conferência de imprensa no palácio presidencial.

A proposta de eleição de um novo parlamento este ano, em vez de em 2020 como está previsto no mandato constitucional, está a ser analisada pela Assembleia Constituinte, órgão plenipotenciário indigitado pelo regime de Caracas que é composto apenas por leais à revolução bolivariana e que não é reconhecido.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de realizar novas eleições presidenciais para resolver a crise de legitimidade que atravessa o seu mandato – não reconhecido pelo parlamento e por cerca de 40 países, incluindo a maioria dos Estados-membros da União Europeia (UE) -, Maduro afirmou que esse assunto não é uma prioridade para o país.

Em vez disso, argumentou Maduro, é urgente enfrentar a grave crise económica que atinge a Venezuela, nomeadamente a escassez generalizada, a deterioração de todos os serviços públicos, a hiperinflação e a desvalorização da moeda. “Vamos abrir espaço em 2019 para o crescimento económico”, prometeu o líder do regime chavista.

Estas declarações de Maduro surgem um dia depois de o Grupo de Contacto Internacional (GCI) para a Venezuela (iniciativa que junta a UE, Estados-membros do bloco europeu e países latino-americanos), na sua primeira reunião, ter decidido enviar representantes para Caracas para se reunirem com ambas as partes no país, reconhecendo que a crise humanitária “se está a aprofundar”.

Maduro Moros manifestou-se disponível para se reunir com enviados do GCI para criar condições para a realização de novas eleições justas e livres no país.

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