Mais de 120 madeirenses serão repatriados da Venezuela esta sexta-feira

Mais de 120 madeirenses serão repatriados da Venezuela esta sexta-feira

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Portugal prevê repatriar na próxima sexta-feira mais 200 cidadãos nacionais, entre eles mais de 120 com destino final da Madeira, que ficaram retidos na Venezuela devido à quarentena preventiva da covid-19, disse o cônsul-geral de Portugal em Caracas.

“São à volta de 200 portugueses que vão viajar neste voo, a esmagadora maioria com destino ao Funchal. Temos cerca de 40 italianos, alguns venezuelanos e espanhóis, no voo do dia 31 (sexta-feira)”, disse Licínio Bingre do Amaral. Neste momento o voo já está fechado, e de entre os 372 passageiros confirmados, o mesmo tem cerca de 120 pessoas com destino final ilha da Madeira.

Em declarações à agência Lusa, o diplomata explicou que para as pessoas que pretendam ser repatriadas da Venezuela “continua a ser obrigatório que tenham residência” em Portugal.

Licínio Bingre do Amaral admitiu haver “umas ligeiras exceções”, como “de pessoas que têm uma situação de saúde muito complicada e têm de ir fazer tratamento médico”.

“Isso são exceções que nós permitimos”, salientou.

Os portugueses que queiram ser repatriados deverão informar o consulado e enviar uma fotocópia do passaporte português e, no caso dos cidadãos com dupla nacionalidade, também uma cópia do passaporte venezuelano.

Devem ainda apresentar comprovativos de residência em Portugal ou noutro país europeu, indicar a cidade e morada completa onde se encontram atualmente na Venezuela, um endereço de ‘e-mail’ e números de telefones fixos e de telemóvel.

Questionado sobre como tem sido o relacionamento com as autoridades venezuelanas na coordenação, com Portugal, deste voo, o segundo organizado pelos consulados portugueses, o cônsul-geral respondeu existir “colaboração total”.

“Desde o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano à vice-presidência, na parte da autorização dos voos, tem sido excelente. E o vice-ministro dos Transportes Aéreos, o almirante Vieira Acevedo, tem sido muito, muito, colaborador e deu-nos todo o apoio para a elaboração dos voos até este momento”, adiantou.

Desde março, 257 portugueses foram repatriados da Venezuela, 181 deles em 13 de junho, num voo organizado por Portugal.

Pelo menos 76 portugueses regressaram a Portugal noutros voos organizados pela União Europeia, Espanha e França.

TAP mostrou disponibilidade

O primeiro voo humanitário organizado por Portugal, efetuado a 13 de junho, foi realizado pela companhia aérea privada portuguesa HiFly. Conforme o JM conseguiu apurar, este segundo voo humanitário organizado pelas autoridades portuguesas terá, também, a HiFly a efetivar a viagem. Ainda assim, conforme adiantado ao JM, estes voos estão a ser efetuados por companhias aéreas portuguesas e a TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa, mostrou “total disponibilidade” para assegurar o voo do dia 31 de julho.

A “total disponibilidade” da TAP em assegurar este voo proveniente da Venezuela parece ser um avanço nas relações entre a companhia de bandeira portuguesa e o governo venezuelano. Recorde-se, no dia 17 de fevereiro, o Governo venezuelano anunciou a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa, “por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa.

As autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade de Juan Guaidó na lista de passageiros.

A decisão final recaiu sobre a HiFly, uma vez que, na balança, ‘pesou’ a realização do primeiro voo pela companhia privada portuguesa, que, conforme relatos transmitidos ao JM, correu muito bem, onde foi servida uma refeição a bordo. Outro dos fatores que fizeram a escolha recair sobre a HiFly foi a capacidade dos aviões da companhia.

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