Marcelo defende que esta é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos

Marcelo defende que esta é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos

0 63

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que a atual crise provocada pela pandemia de covid-19 é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos que não deve ser desperdiçada.

Na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, o chefe de Estado referiu que Portugal vive «em tempo legalmente de exceção sanitária há mais de sete meses» e considerou que «este 05 de Outubro é, pois, dos mais difíceis e exigentes, se não o mais sofrido de 46 anos de democracia».

«A recuperação económica durará anos, e mais anos mesmo se for uma oportunidade desperdiçada para mudar instituições e comportamentos e antecipar de modo irreversível o nosso futuro», afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa.

Sem especificar a que instituições e comportamentos se referia, o Presidente da República acrescentou que «essa mudança só valerá realmente a pena se não servir só alguns portugueses privilegiados, mas permitir que se ultrapassem pobreza, desigualdade, injustiça social».

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que «a pandemia e a paragem económica e social» são globais e que «ninguém sabe» quando é que haverá tratamento e vacina para a covid-19.

No início da sua intervenção, que durou cerca de 12 minutos, o chefe de Estado recordou que, desde que foram confirmados os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus em Portugal, o país passou por «situações de alerta, de contingência, de calamidade, estado de emergência duas vezes renovado» e que se mantém «em situação de contingência em todo o território continental».

Em seguida, descreveu a realidade económica e social ao longo deste período: «Desde março, conhecemos, primeiro, a paragem abrupta de muita da atividade económica durante três meses, com desemprego ou baixa de salário em parte considerável do setor privado, e sufoco de inúmeras micro, pequenas e médias empresas, com decorrente aumento acelerado do défice orçamental e da dívida pública».

«E, depois, rearranque desigual e, em múltiplos casos, hesitante ou não duradouro da atividade paralisada», prosseguiu, considerando que Portugal se encontra também «em estado de exceção económica e social».

NO COMMENTS

Leave a Reply