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María José, a lusa que colabora com o Nazareno de San Pablo na Basílica Santa Teresa

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Jean Carlos De Abreu

Os portugueses estão por toda parte, sempre prontos para ajudar em qualquer atividade, por mínima que seja. María José Gomes não é a exceção, antes pelo contrário, é uma mulher importante dentro da sua comunidade porque é uma das colaboradoras da Basílica de Santa Teresa, localizada em Caracas.

A sua fé em Deus e na Virgem de Fátima motivam-na a participar ativamente nas festividades religiosas que são comemoradas no local. Tem mais de 33 anos a ajudar com o Nazareno de San Pablo durante a Páscoa, bem como em outras celebrações religiosas.

María José recordou que tudo começou graças às freiras da escola onde estudava um dos seus filhos. Eram elas as que vestiram e decoravam a imagem. «Perguntaram se eu queria colaborar e eu aceitei».

Depois de que as freiras envelheceram, Gomes ficou encarregada de coordenar tudo junto a Francisco, «quando ele estava vivo. Íamos buscar as flores, decorávamos o Nazareno. Não só colaborei na época da Páscoa, mas durante todo o ano, para qualquer atividade eclesiástica que fosse realizada «.

Imagem da Virgem de Fátima

A imagem da Virgem de Fátima que repousa na Basílica foi María José que a trouxe. “Organizei a transferência desde Portugal. Agora chamam-me Fátima por causa da imagem. Mandei fazer o seu espaço dentro da igreja. Além disso, organizo as festas em honra da Virgem no lugar».

Apesar da crise que o país vive, tem recebido a colaboração de outros portugueses para realizar as festas das datas religiosas mais importantes. «Não é como dantes, mas sempre há quem ajuda de uma forma ou de outra», disse.

«Tenho uma amiga que tem um viveiro e que nos faz um desconto para o Nazareno e para a Virgem de Fátima, quase nem cobra», acrescentou ao tempo que destacou que a Venezuela é um bom país, «ir embora daqui vai ser difícil para mim. Gosto de Portugal, mas esta nação não merece o que lhe está acontecer e vai-me doer ir para outro lugar «, comentou.

Ore pela Venezuela

Não é segredo para ninguém que a situação na Venezuela é delicada e complexa. No entanto, esta portuguesa não perde a fé de que a situação irá melhorar e a nação voltará a ser próspera.

«Tenho muita esperança, a esperança é o que nunca se deve perder. Estamos a pedir a Deus. O país não tem dono, o dono da nação é Deus «, afirmou.

Salientou que o seu amor pela igreja o tem desde jovem, quando vivia na sua terra natal: «Em Portugal adorava ir à igreja, sempre me dediquei a ir à igreja. Os meus filhos foram batizados aos 8 dias de nascença e o outro aos três meses de idade. A igreja é muito importante para mim «.

Quanto a como ela quer ser lembrada pelos venezuelanos e a sua comunidade, ela disse que é muito estimada não só na Basílica de Santa Teresa, mas em outros lugares onde também colabora. «Apreciam-me, para mim são família e sei que serei recordada como uma pessoa querida».

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