Ribeira de Alcantara

Ribeira de Alcantara

Entre textos e imagens, uma mulher marca a passagem da história portuguesa.

A imagem desta semana, tirada por Marina Tavares em 1940, mostra a Ribeira de Alcântara: Um exemplo do ponto de vista fotográfico dos princípios do século XX. Ao fundo, o Colégio e as ruas do bairro de Campolide dão o toque perfeito a esta imagem, que nos permite imaginar a Lisboa perdida. Com efeito, os detalhes e a história desta imagem estão presentes num livro chamado ‘Lisboa desaparecida – Volume III’, de Marina Tavares.

Trata-se de uma escritora e fotógrafa nascida em 1962 , em Lisboa, que desde muito jovem escreveu nos jornais Diário do Povo e Daily Express, onde redigia textos de Lisboa com histórias sobre a cidade. Ali, revela uma combinação de investigação com a escrita que para muitos leitores é cativante. Os seus textos são escritos para o público em geral. Em 1987, publicou o seu primeiro livro, ‘Lisboa desaparecida (Volume 1), com que ganha o Prémio Júlio Castilho. Durante os 19 anos seguintes, Tavares continuou a escrever e a publicar vários volumes sobre Lisboa desaparecida, ao ponto de, actualmente, estarem editados oito volumes desta olisipografia (estudo ou conjunto de estudos sobre a cidade de Lisboa). As suas obras literárias estão enriquecidas com imagens que revelam o dia-a-dia de diversos locais de Portugal.

Entre as suas obras, conseguimos descobrir ‘Rossio esos Olisipógrafos’ (2002), ‘A Flea Market Por Olisipógrafos’ (2002), ‘Lisbon Story’ (2002) ‘Historia de los coches eléctricos’ (2001), ‘Lisboa Eca de Queiroz’ (2001), ‘Una historia de fútbol en Lisboa’ ( 2000), ‘Los cafés de Lisboa’ (1999), ‘Lisboa en 40 años’ (1998), ‘Lisboa – Pasado y Presente’ (1998), ‘Las mejores tarjetas de Lisboa’ (1996), ‘Lisboa Fernando Pessoa’ (1991) e ‘Photographias Lisboa 1900’ (1989). Para além destes livros, a autora também se especializou na difusão do Modernismo e editou livros sobre Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, para além de ser responsável por uma apresentação em Paris, na sede da UNESCO, sobre a exposição comemorativa do centenário do nascimento de Mário de Sá-Carneiro (1990).

Marina Tavares Dias vive em Lisboa e fundou a Ibis Editores em 1990 e a Lisboa Desaparecida Editores em 2009.

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