Médicos lusodescendentes não reconhecem representante

Médicos lusodescendentes não reconhecem representante

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A Associação de médicos de origem luso-venezuelana (ASOMELUVE) denunciou, em comunicado, que “o denominado Dr. Christian de Abreu”, que participou numa audição no parlamento português na passada quinta-feira, com o objetivo de que o Estado Português ajude estes médicos portugueses formados na Venezuela a verem reconhecidas as suas habilitações e garanta o direito ao exercício da profissão em Portugal, não pertence nem é representante da associação em Portugal. Segundo o mesmo, “os procedimentos e ações que esse indivíduo realiza são exclusiva responsabilidade própria, bem como da dos demais supostos seguidores que parecem acompanhá-lo”.

A ASOMELUVE admitiu terem existido “alguns contactos informais” entre o Presidente da associação e o doutor onde “informou verbalmente que era um médico que tinha fugido da Venezuela porque era um perseguido político do regime.” Após este contacto, a ASOMELUVE consultou a “suposta condição de perseguido político do indivíduo com as autoridades diplomáticas portuguesas, que o negaram categoricamente.”

Segundo o comunicado, “antes destas declarações o Presidente desta associação tentou fazer uma chamada de atenção, através de uma mensagem de texto que o fizesse refletir sobre a sua estratégia mediática e que o fizesse desistir de utilizar o nome da associação e material com o logo da mesma.”

A ASOMELUVE afirmou ainda que a “associação é conhecida há quase 20 anos por todas as autoridades portuguesas como uma associação séria e muito forte nas suas abordagens.” A organização defende ainda que “desde há seis anos tentou defender de várias maneiras aqueles médicos luso descendentes que foram a Portugal trabalhar no seu sistema de saúde burocrático e com um deficit publicamente conhecido de médicos”.

A finalizar, incentiva “os médicos luso-venezuelanos a insistirem na luta que permita serem reconhecidos pelas instâncias diferentes e complexas, responsáveis pela saúde portuguesa” e alerta para as “ofertas enganadoras e mágicas de alguns indivíduos sem escrúpulos, agindo de forma desonesta, irresponsável e com propósitos camuflados, confirmando que o chamado «Dr. Christian de Abreu» não faz parte da associação.”

Fomos ao encontro de Christian de Abreu para compreender qual a sua posição em relação a este assunto. O lusodescendente afirmou que teve “uma conversa com o Dr. Aderito”, presidente da ASOMELUVE, “em que ia falar com o Governo em nome da Associação, mas logo, como não seguia o alinhamento do presidente da Associação, então tomaram essa posição”. Segundo o próprio, a Associação não gosto muito da forma como está a lidar com o Governo no objetivo de conseguir obter os reconhecimentos de habilitações dos médicos formados na Venezuela.

“Tenho mensagens onde me autorizam a ser o representante da Associação”, garantiu.

O lusodescendente afirmou ainda que preferiu “desligar-me da Associação, eles disseram que me excluíram, mas eu é que me retirei”.

A terminar, Cristian de Abreu quer deixar estes problemas para trás, focando-se no que realmente importa atualmente que “é o problema dos médicos aqui, que querem ser reconhecidos e ajudar na luta contra a Covid-19”.

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