Merkel diz estar “muito preocupada” com a Venezuela e apela ao diálogo

Merkel diz estar “muito preocupada” com a Venezuela e apela ao diálogo

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A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou estar “muito preocupada” com a situação na Venezuela e apelou ao diálogo, apesar de reconhecer que a solução para a grave crise no país “não é fácil”.

“A situação é realmente muito difícil [para os venezuelanos] e a solução não é fácil. Estamos todos muito preocupados”, afirmou Merkel, no início de uma visita oficial ao México, a segunda que realiza desde 2008, admitindo que a única coisa que podem fazer é instar as partes a dialogarem e tentar influenciá-las.

Na Argentina, primeira escala de uma breve visita pela América Latina, a chanceler alemã tinha apelado aos países da região para não desistirem de envidar esforços com vista a alcançar-se “uma solução pacífica” para a crise que a Venezuela atravessa.

“Muitas pessoas estão a sofrer por causa da desastrosa situação de escassez num país com muitos recursos”, enfatizou, durante uma palestra com jovens estudantes e cientistas, lamentando ainda as “dezenas” de mortes registadas nos protestos que duram há dois meses.

As declarações não agradaram à ministra dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Delcy Rodríguez, que rejeitou, através da rede social Twitter, os comentários de “ingerência”, por “promoverem a violência opositora”, instando a chanceler alemã a “informar-se sobre o modelo inclusivo da revolução bolivariana”.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela informou, na quarta-feira, que foi aprovada a realização da eleição da Assembleia Constituinte no próximo doa 30 de julho e a proposta de submeter a referendo o texto redigido pelo novo órgão.

Segundo dados divulgados recentemente pelo ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Viegas, pelo menos 82 pessoas morreram desde abril. No entanto, segundo o Ministério Público, o número de vítimas mortais é de 67.

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