Metade das equipas da I Liga já mudou de treinador em 2018/19

Metade das equipas da I Liga já mudou de treinador em 2018/19

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O Feirense protagonizou a nona mudança de treinador na edição 2018/19 da I Liga portuguesa de futebol, ao despedir o treinador Nuno Manta Santos, entretanto rendido por Filipe Martins, ex-Mafra, da II Liga.

Nuno Manta Santos, que deixa a equipa no 18.º e último lugar, após 20 jornadas, estreou-se pela equipa principal do Feirense em 22 de dezembro de 2016, com um triunfo caseiro sobre o Paços de Ferreira (2-0), dias depois de ter substituído José Mota, que tinha deixado a equipa em zona de despromoção.

Nessa época, o Feirense evitou a descida e alcançou a melhor classificação de sempre, ao terminar a I Liga no oitavo lugar. Em 2017/18, garantiu a manutenção apenas na última ronda, fechando a época no primeiro lugar acima da ‘linha de água’.

Com apenas duas vitórias, ambas nas duas primeiras rondas, o Feirense não vence há 18 jogos e ocupa o 18.º e último posto da Liga, a cinco pontos do Boavista, primeiro emblema fora da zona de despromoção.

Em 74 encontros para o campeonato à frente dos ‘fogaceiros’, Nuno Manta Santos somou 22 vitórias, 16 empates e 36 derrotas, sendo que, com esta saída, deixa de ser o treinador no ativo com mais jogos consecutivos na I Liga, posição que passa a ser detida pelo técnico do Tondela, Pepa (72).

Na lista das ‘chicotadas’, Nuno Manta Santos sucedeu a Jorge Simão, que, há pouco mais de uma semana, à entrada para a 19.ª jornada, deixou o Boavista, sendo rendido por Lito Vidigal, teinador que tinha deixado o comando do Vitória de Setúbal um dia antes. Sandro Mendes, que era o diretor desportivo dos sadinos, assumiu o comando técnico de forma provisória, com vista à receção ao Sporting (1-1).

O Sporting foi o clube que protagonizou a primeira ‘chicotada psicológica’, após a oitava jornada, com a saída de Peseiro, numa altura em que os ‘leões’ ocupavam o quinto lugar, tendo Tiago Fernandes ocupado interinamente o lugar durante duas jornadas, antes de ser rendido pelo holandês Marcel Keizer.

Tiago Fernandes passou a orientar o Desportivo de Chaves à 13.ª ronda, sucedendo a Daniel Ramos.

Anteriormente, Cláudio Braga tinha protagonizado a segunda ‘chicotada’, ao deixar o Marítimo no 12.º posto, após uma série ‘negra’ de 10 jogos sem vencer nas várias competições, entrando para o seu lugar Petit.

O Rio Ave contratou o ‘chicoteado’ Daniel Ramos para suceder a José Gomes, que rumou aos ingleses do Reading, e, sob o comando do técnico natural de Vila do Conde, ainda não voltou a ganhar.

Rui Vitória levou o Benfica à conquista dos títulos de campeão nas épocas 2015/16 e 2016/17, mas a derrota por 2-0 no terreno do Portimonense, na 15.ª jornada, levou à saída do clube lisboeta, ficando Bruno Lage, que orientava a equipa B, como técnico provisório, depois confirmado até final da época.

José Mota, que levou o Desportivo das Aves à conquista da Taça de Portugal, também não resistiu, tendo entrado para o seu lugar Augusto Inácio.

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