Não podemos esquecer dos nossos madeirenses espalhados pelo mundo em tempos de...

Não podemos esquecer dos nossos madeirenses espalhados pelo mundo em tempos de covid-19

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Madeira, região de emigrantes, tem filhos espalhados em muitos países. Entre madeirenses e descendentes, são muitos os que levam, mundo fora, a língua portuguesa, as costumes e cultura madeirense.

Nossos madeirenses espalhados pelo mundo precisam mais do que nunca da nossa solidariedade e acompanhamento. Nesta altura em particular, na luta contra este inimigo invisível, não podemos esquecer os nossos irmãos, que tal como nós, estão a batalhar contra a pandemia, muitas vezes em condições muito difíceis.

É fundamental aprofundar o acompanhamento e o conhecimento das nossas comunidades, trabalho, esse, que tem sido levado a cabo pelos nossos Conselheiros das Comunidades Portuguesas, atendendo, inclusive, ao seu caráter consultivo para as políticas relativas à emigração e às comunidades no estrangeiro.

Os madeirenses estão espalhados pelos quatro cantos do mundo com a mesma garra e afinco que este povo caracteriza, mas as condições de que usufruem não são iguais. Dependem muito da conjuntura internacional e da sua capacidade de integração e inclusão. A própria resposta à pandemia muda de região para região e isso tem influenciado a forma como as comunidades têm ultrapassado a situação.

No Reino Unido, por exemplo, o Governo subestimou o vírus, agindo tardiamente. Lamenta-se a morte de 5 vítimas de origem madeirense.

No Brasil, mais propriamente na cidade de São Paulo, a comunidade madeirense constitui-se como uma das mais afetadas até agora, registando-se já duas mortes e vários casos de infeção.

Na Venezuela, donde reside uma grande quantidade de madeirenses e descendentes estão a sofrer o embate do vírus, com um estado de emergência que foi prorrogado por mais 30 dias. Temos que ter muita atenção a nossa Venezuela e sobre tudo a nossa comunidade portuguesa, uma comunidade muito numerosa e parte importante da economia venezuelana.

Por outro lado, na África do Sul, país do continente africano com mais casos de COVID-19 e onde residem muitos cidadãos madeirenses e descendentes, o pico está previsto para o verão. A situação é potencialmente perigosa e a preocupação e receio da nossa comunidade tem aumentado, muito devido, igualmente, à intensificação de protestos na Cidade do Cabo, onde muitos madeirenses estão sediados.

Da parte do Governo Regional da Madeira, através do trabalho da Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa, vão continuar a garantir este grande trabalho de acompanhamento junto dos nossos conselheiros e comunidades madeirenses.

Minha solidariedade com todos os nossos madeirenses e descendentes espalhados pelo mundo, vamos ultrapassar este momento tao difícil para todos nos

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