Número de utentes em lista de espera há mais de um ano...

Número de utentes em lista de espera há mais de um ano baixou 10 mil em Maio

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A ministra da Saúde reconheceu “dificuldades” no combate às listas de espera, mas citou dados de maio indicando que diminuiu em dez mil o número de utentes em espera há mais de um ano.

Marta Temido assumiu estas posições após ter participado na IV Cimeira Luso Moçambicana, que decorreu no Palácio Foz, em Lisboa, depois de confrontada pelos jornalistas com dados que indicam um elevado crescimento das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobretudo no que diz respeito a cirurgias.

A ministra disse que os números são já conhecidos pelo Governo, referiu que houve uma alteração dos tempos definidos como tempos de resposta e apontou que há mais doentes a utilizarem o SNS.

“E o SNS, nestes quatro anos, mais 600 mil consultas de cuidados de saúde primários, mais 200 mil consultas de cuidados hospitalares e mais 16 mil cirurgias”, sustentou.

Ou seja, de acordo com a titular da pasta da Saúde, o SNS “está a responder em maior volume e em maior quantidade”.

“Este Governo tomou uma medida no sentido de reduzir o tempo de referência para resposta no SNS e, portanto, naturalmente, quando olhamos para os números, sem tomar esse aspeto em consideração, a resposta que lemos do setor é aparentemente menos positiva. Mas o Governo está empenhado – e é o compromisso desta ministra – em reduzir os tempos de espera”, declarou.

Neste ponto, Marta Temido disse então que, no final de 2018, “havia cerca de 100 mil portugueses à espera de uma consulta hospitalar há mais de um ano, assim como cerca de 21 mil portugueses à espera de uma cirurgia também há mais de um ano”.

“O nosso compromisso foi o de reduzir esses tempos, garantindo que, no final do ano [2019], não tínhamos portugueses há mais de 12 meses à espera para um destes tipos de ato. Vamos poder dar conta dos progressos relativamente a este tema: No mês passado, na última monitorização feita, já tinham reduzido em dez mil os portugueses à espera há mais de um ano de consulta”, advogou.

A ministra da Saúde referiu depois que será feita uma avaliação periódica, a próxima no final de julho, outra em setembro e ainda outra antes do final do ano.

“Temos de ter a perceção que a pressão da procura de uma população demograficamente envelhecida e cada vez mais exigente não para de aumentar – e isso é uma realidade. Não significa que nós vivamos tranquilos com os números das listas de espera. Eu já disse que essa era a minha principal preocupação”, insistiu.

Confrontada com dados que indiciam uma duplicação das listas de espera ao nível das cirurgias, a ministra da Saúde negou estar em causa algum falhanço da parte do atual executivo.

“Este Governo tem garantido o mecanismo de vales cirúrgicos, que os utentes podem acionar quando esperam para além dos tempos de resposta máximos garantidos. Temos consciência que há um problema com o acesso a um serviço público universal e tendencialmente gratuito, como o SNS, sabemos que há dificuldades, mas estamos a trabalhar para as ultrapassar”, acrescentou.

Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, entre final de 2015 e final de 2018 foram feitas mais 589 mil consultas médicas nos centros de saúde, mais 184 mil consultas nos hospitais e um acréscimo mais ligeiro de cirurgias — mais cerca de 18 mil.

A redução dos tempos de espera na saúde é uma das reivindicações dos médicos que iniciaram na terça-feira dois dias de greve nacional. –

Mais de metade das empresas portuguesas sem presença na Internet

O presidente da Associação da Economia Digital (ACEPI), Alexandre Nilo Fonseca, disse que 60% das empresas portuguesas não têm presença no mundo digital, defendendo que a digitalização é um dos seus grandes.

“Este número é que é desanimador: 60% das empresas portuguesas não tem qualquer presença na Internet. Não tem uma página no Facebook, não aparece no Google Maps, não tem um site. Quer dizer que 60% do nosso ecossistema empresarial não é encontrável, ou seja, (…) se eu fizer uma pesquisa, muitas empresas não vão aparecer”, afirmou aquele dirigente no encerramento de uma conferência no Porto sobre economia digital.

Para Alexandre Nilo Fonseca, a digitalização “é um dos grandes desafios dos nossos tempos”, tendo em conta que “o mercado interno é pequeno”.

“O potencial que existe para as empresas é este: 1,4 mil milhões de pessoas que já compram global. No ecrã de um ‘smartphone’ ou de um computador não há pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, há empresas boas e más. Vejam o exemplo da Prozis ou da Farfetch. Não foi o facto de nascerem em Portugal que as limitou. É uma grande oportunidade que as empresas portuguesas têm”, defendeu.

De acordo com o presidente da ACEPI, 75% da população em Portugal utiliza a Internet, mas apenas 37% faz compras ‘online’, sendo que mais de um terço dos portugueses fê-lo em sites localizados na China.

Aquele responsável revelou ainda que dois milhões de portugueses nunca utilizaram a Internet, muito deles serão proprietários de PME, pelo que o objetivo é que, até 2020, 50 mil pequenas e médias empresas passem a ter presença online.

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