Parlamento aprova voto de condenação pelo agravamento da situação na Venezuela

Parlamento aprova voto de condenação pelo agravamento da situação na Venezuela

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Um voto de condenação pelo agravamento da situação na Venezuela, apresentado pelo CDS-PP, foi aprovado pelo parlamento, tendo sido rejeitado o texto do PCP que condenava e “provocação e ataques contra a República Bolivariana da Venezuela”.

Nas votações que decorreram no plenário da Assembleia da República, em Lisboa, CDS-PP e PCP apresentaram dois votos relativos à situação na Venezuela, mas os textos tiveram fins distintos: o dos centristas foi aprovado e o dos comunistas rejeitado.

O voto de “preocupação e condenação pelo agravamento da situação na Venezuela”, proposto pelo CDS-PP, teve apenas os votos contra de PCP, BE e PEV, tendo sido aprovado pelas restantes bancadas.

Já o voto do PCP “de condenação da provocação e ataques contra a República Bolivariana da Venezuela e de solidariedade com o povo venezuelano e com a comunidade portuguesa” foi chumbado e teve apenas os votos favoráveis dos comunistas e do PEV, a abstenção do BE e os votos contra das restantes bancadas.

No texto aprovado, o CDS-PP manifesta “profunda consternação” relativamente ao “agravamento da situação política e social na Venezuela”, dando o exemplo do “apagão que se vive no país desde há uma semana” que “tem vindo a provocar situações de desespero na população”.

“São cada mais recorrentes os saques a supermercados em busca de comida e outros bens essenciais e há também ecos de uso de violência policial e detenções aleatórias, nomeadamente de militares que se recusam a cumprir as ordens de Nicolás Maduro e de jornalistas estrangeiros e de origem venezuelana, acusados de acções contra o regime, como foi o caso do hispano-venezuelano Luis Carlos Díaz, entretanto libertados”, lê-se no voto.

Assim, o parlamento português “manifesta profunda consternação pela situação dramática que se vive na Venezuela, quer em termos sociais quer em termos humanitários” e condena “com veemência as detenções arbitrárias e o uso de violência policial sobre o povo venezuelano que, em desespero, luta pela sua sobrevivência”.

A Assembleia da República, é ainda referido, apela “a que sejam imediatamente levantados os entraves à entrada na Venezuela de ajuda humanitária internacional”.

No seu voto, o PCP condenava a “acção provocatória” do passado dia 23 de fevereiro, “particularmente a partir da Colômbia” e “a coberto de uma falsa ‘ajuda humanitária’”, que segundo os comunistas “violava normas elementares do Direito Internacional e culminou com o incêndio, comprovadamente provocado pelos próprios golpistas, de camiões da suposta ajuda em território colombiano”.

“Face à derrota desta manobra, o vice-presidente dos EUA e o ‘presidente’ fantoche concebido pelos EUA, apelaram ao recrudescimento da ingerência e agressão contra a Venezuela, incluindo com a opção de uma intervenção militar”, era ainda referido no texto dos comunistas.

O PCP expressava igualmente “a sua solidariedade às vítimas da violência perpetrada pela oposição golpista venezuelana”, instando “o Governo português a assumir uma posição de respeito pela soberania e independência da Venezuela, em conformidade com a Constituição da República Portuguesa e a Carta das Nações Unidas”.

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