Parlamento venezuelano aprova moção contra ministro do Interior devido a repressão

Parlamento venezuelano aprova moção contra ministro do Interior devido a repressão

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O parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, aprovou hoje um voto de censura contra o ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Néstor Luís, devido à crescente “repressão” das forças de segurança contra manifestantes opositores.

O voto foi aprovado com a ausência dos deputados ligados ao regime e do próprio ministro, após um debate iniciado pelo ex-presidente do parlamento, Henry Ramos Allup, que reclamou pela ausência de Néstor Luís Reverol, apesar de ter sido convocado.

A moção teve por base a Constituição da Venezuela, que permite ao parlamento censurar os ministros e, em teoria, implicaria a destituição do ministro.

No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça considera nulos os atos do parlamento por estar em desobediência a várias sentenças daquele organismo, que os parlamentares dizem ser tendenciosas e fazerem parte de um golpe de Estado.

Durante o debate, a deputada Gaby Arellano disse que existem “mais de 2.800 vídeos” que demonstram a repressão das forças de segurança e alegadas violações dos direitos dos manifestantes.

Acusou ainda o ministro de não proteger “os direitos civis e políticos os venezuelanos” por estar ao serviço “da ditadura”.

“Apenas cumpre as ordens do ditador Nicolás Maduro (Presidente da República)”, frisou.

A deputada Laydi Gomez denunciou por seu lado que, além dos assassinatos alegadamente realizados pelas forças de segurança, há ainda caos de “extorsão” de venezuelanos.

O deputado Juan Requesens instou a população a que, a partir de hoje, deixe de reconhecer Néstor Luís Reverol, como ministro.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio último pelo Presidente Nicolás Maduro.

Dados divulgados recentemente pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Ernesto Viegas, dão conta de que pelo menos 82 pessoas já morreram desde abril.

No entanto, segundo o Ministério Público, o número de mortos é de 67.

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