Paulo Neves insiste na reposição dos voos da TAP para a Venezuela...

Paulo Neves insiste na reposição dos voos da TAP para a Venezuela e África do Sul

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Na audição que teve lugar com o ministro dos Negócios Estrangeiros, no passado dia 18 de Junho, o deputado madeirense Paulo Neves insistiu na reposição dos voos para a Venezuela e África do Sul e pediu, ao Governo da República, uma maior atenção no acolhimento e integração socioprofissional dos emigrantes que regressam a Portugal.

Lembrando as declarações recentemente proferidas pela Secretária de Estado das Comunidades – que garantiu que o Governo Português já tinha chegado “a entendimento com o governo de facto da Venezuela para que os voos fossem retomados” – o deputado social-democrata aproveitou a audição do Ministro dos Negócios Estrangeiros para exigir, ao Governo da República, que “passe das intenções às acções” e que “dê instruções claras à TAP para que os voos para Caracas sejam retomados de imediato”.

Paulo Neves que, a este propósito, também aludiu à retoma das ligações com a África do Sul, abandonada há anos, considerando que a TAP tem de voltar a operar para este país e que isso já estava previsto pela própria companhia. “É bom que o governo exija a manutenção e o cumprimento desse objectivo, no novo Plano Estratégico da TAP”, vincou.

A par da necessidade de retomar as ligações aéreas a duas das principais comunidades portuguesas – “que a República tem o dever e a obrigação de acompanhar e apoiar, particularmente nesta fase difícil” – o deputado do PSD aproveitou a sua intervenção para apelar a que o Estado assuma “uma postura mais diligente no respeitante ao acolhimento e integração socioprofissional dos portugueses que regressam da Venezuela, desde logo através do reconhecimento das suas habilitações”.

Nesta questão, frisou, “é visível a incompetência do Governo e a sua falta de sensibilidade, por não ter conseguido resolver, em quatro anos, algo que é tão importante para aqueles que regressam da Venezuela ao nosso país”, acrescentando que “é o Governo da República quem tem de reunir e de coordenar todas as Instituições que estão directamente envolvidas nesta questão do reconhecimento das capacidades profissionais, tais como as Ordens e as Universidades, de modo a que este processo seja finalmente resolvido e que não sejam precisos mais quatro anos para a sua conclusão”.

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