Portugal e Venezuela presentes no Festival de Cinema latino-americano

Portugal e Venezuela presentes no Festival de Cinema latino-americano

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O Instituto Americano de Cinema (AFI, siglas inglesas) abre as suas portas para realizar o Festival de Cinema Latino-americano 2017, que oferece o melhor da cinematografia da América Latina com a participação de Espanha e Portugal. A edição 28ª terá lugar no AFI Silver Theatre & Culture Center entre os dias 14 de setembro e 4 de outubro, contando com mais de 40 filmes vencedores de prémios e êxitos de bilheteira locais.

Portugal e Venezuela terão uma participação com destaque, com filmes provenientes de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Republica Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Perú, Espanha, Uruguai e Puerto Rico.

“La Soledad”, de Venezuela, apresenta um enredo intimista, intrigante e profundo sobre a realidade de um país. “José” procura uma vida melhor para a sua família, enquanto enfrenta diariamente os obstáculos de uma sociedade submersa na crise económica. Obrigado a abandonar o quanto antes a vila onde mora e procurar um novo lar, tenta encontrar umas moedas de ouro que estariam enterradas nesta casa, embora escoltadas por espíritos ancestrais que a protegem.

O processo de realização decorreu com personagens que pela primeira vez se depararam com câmaras. Estes não-atores têm o desafio de elaborar papeis quase completamente fieis à realidade que vivem no seu quotidiano para dar vida a uma obra planeada desde a documentação e a ficção, com resultados híbridos, experimentais e orgânicos que não deixarão ninguém indiferente no grande ecrã nacional e internacional.

 “La Soledad” é uma produção de La Faena e Alfarería Cinematográfica, desenvolvida com o apoio da Biennale College Cinema de Venecia. Foi filmada em Caracas com pós-produção na Argentina e Nova Iorque, em coprodução com Ardimages UK.

Por seu lado, “Joaquim”, coprodução entre REC Produtores Associados (Brasil) e Ukbar Filmes (Portugal), onde também participa como sócia Wanda Films, desmitifica a figura do herói nacional brasileiro Tiradentes e resgata a “cruel” colonização portuguesa que deixou marcas “terríveis” no país sul-americano.

Trata-se de uma “poesia ficcional” onde se aborda uma passagem determinante na vida de Joaquim José da Silva Xavier, que protagonizou a primeira tentativa de independência de Portugal. É um filme político onde se aborda a conquista portuguesa no Brasil, uma colonização cruel que promoveu o extermínio de populações indígenas, a escravidão e deixou terríveis fissuras na sociedade.

«Joaquim» encerra a saga «Libertadores», iniciativa das produtoras espanholas Wanda Films e Lusa Films, que apresentou noutras seis largo-metragens a história de personagens relacionadas aos processos de independência da América Latina como José Martí, Miguel Hidalgo, Simón Bolívar, José Artigas, Bernardo O’Higgins e José de San Martín.

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