Portugal entre países com melhores condições para mulheres empreendedoras

Portugal entre países com melhores condições para mulheres empreendedoras

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O mercado empresarial português continua a ser muito fechado, pequeno e conservador, mas o país é dos que tem melhores condições e oportunidades para as mulheres empreendedoras, defendeu a presidente para Portugal da Organização de Mulheres Empresárias.

“Portugal é um dos países com melhores condições e oportunidades para as mulheres empreenderem e, do ponto de vista da diversidade, somos um país bastante aberto e que apoia a igualdade entre homens e mulheres”, apontou Helena Rodrigues.

A conclusão de Helena Rodrigues tem por base dados do Mastercard Index para o empreendedorismo Feminino, onde Portugal aparece em sexto lugar entre os 57 países analisados em relação às oportunidades e condições dadas às mulheres empreendedoras.

Presidente em Portugal da organização norte-americana WPO – Women President´s Organization (Organização de Mulheres Empresárias, em tradução livre), Helena Rodrigues destacou que o tecido empresarial português terá cerca de 20% de empresas lideradas por mulheres.

“O nosso tecido empresarial é de empresas familiares e muitas dessas mulheres são herdeiras ou fazem parte daquilo que é o núcleo familiar da gestão da empresa”, apontou, acrescentando que se a análise for às empresas fundadas por mulheres, o rácio será muito mais pequeno.

Helena Rodrigues defendeu que há cada vez mais mulheres a liderar com “resultados excepcionais” e que o país “proporciona alguma liberdade para que isso aconteça”, admitindo, no entanto, que há “ainda um longo caminho para percorrer”.

“Acho que temos socialmente, neste momento, no nosso país, um ecossistema que permite que haja evolução nesse sentido”, referiu a responsável, acrescentando que o país está mais bem preparado para as mulheres serem vistas de igual forma em relação aos homens.

Apesar de admitir que “há uma grande evolução” e que o “paradigma está a mudar”, salientou que “não há igualdade nem de longe, nem de perto”, notando que há “pormenores” para os quais as mulheres continuam mais despertas e destacando o “grande esforço” que tem vindo a ser feito por todas as mulheres, como “os sinais claros” de que há forma de tanto homens como mulheres conseguirem liderar empresas.

“Não acho e não gostaria que a dificuldade continuasse a ser falarmos sobre termos filhos, termos vida familiar. Sim, torna mais difícil, é mais exigente para nós e ainda não é igual, mas é uma opção. Ou a tomamos ou não”, defendeu.

Adepta da meritocracia, Helena Rodrigues disse que tanto homens como mulheres devem ser remunerados pela qualidade do seu trabalho e apontou que tanto a recente legislação sobre igualdade salarial como as quotas são ferramentas necessárias para que haja, pelo menos, “um olhar mais assertivo sobre o tema e para fazer com que algo comece a acontecer”.

Fundada nos Estados Unidos em 1997, a WPO pretende acelerar o crescimento dos negócios, aumentar a competitividade e promover a segurança económica para as empresas lideradas por mulheres.

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