Preço das casas em Portugal continental cresceu 15,6% no terceiro trimestre de...

Preço das casas em Portugal continental cresceu 15,6% no terceiro trimestre de 2018

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O preço de venda das casas em Portugal continental registou uma subida homóloga de 15,6% no terceiro trimestre de 2018, segundo dados da Confidencial Imobiliário, hoje divulgados, destacando-se o crescimento nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

De acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, que monitoriza os 278 municípios em Portugal continental, os resultados do terceiro trimestre de 2018 revelam que, “em cerca de um terço (90) dos concelhos monitorizados pelo índice […], o crescimento homólogo manteve-se acima dos 10% no trimestre e, destes, cerca de duas dezenas apresentam valorizações superiores à média nacional”.

“No total do país, o preço de venda das casas registou um crescimento homólogo de 15,6% em setembro”, afirmou a Confidencial Imobiliário, indicando que “Lisboa, Porto e as respetivas coroas metropolitanas continuam a exibir as valorizações mais expressivas”.

Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), o crescimento homólogo varia entre os 10% e os 25% nos diferentes mercados, avançou o índice, apurando ainda que, apesar de se verificar uma valorização do valor de venda das casas, há “uma tendência de suavização do crescimento em Lisboa, Cascais e Oeiras, os mercados com os níveis de preço mais elevados e onde, não obstante, a valorização se mantém em níveis muito expressivos (respetivamente, 18,6%; 24,9% e 16,7%)”.

“Em todos os outros mercados da região, e fruto da crescente dispersão do investimento na construção de nova habitação para a segunda coroa de Lisboa, as subidas anuais continuam em aceleração, tendo acentuado em 12 dos 15 mercados e estando agora entre os 21,6% (Odivelas) e os 09,7% (Setúbal)”, concluiu a Confidencial Imobiliário.

Numa perspetiva de curto prazo, a evolução dos preços na AML evidencia “uma tendência generalizada de suavização da subida”, em que, com exceção de Sesimbra e Sintra, todos os restantes mercados metropolitanos, incluindo Lisboa, exibiram “taxas de variação trimestral abaixo ou em linha com as verificadas no trimestre anterior, com este indicador a situar-se, no terceiro trimestre, entre os 0,5% de Cascais e os 7,1% de Sintra”.

Neste sentido, os dados do índice mostram que, na maioria dos concelhos da AML, “a subida trimestral está no patamar de 03% a 04%”.

Relativamente à Área Metropolitana do Porto (AMP), o preço de venda das casas registou “uma intensificação transversal das subidas homólogas”, as quais se posicionam no terceiro trimestre entre os 13% e os 29%.

“O Porto, onde o ritmo de valorização esteve bastante abaixo de Lisboa nos últimos dois anos, chega ao terceiro trimestre como o mercado em que os preços mais crescem a nível nacional (28,8%, em termos homólogos), após uma forte aceleração desde o final de 2017, quando a subida anual se fixava em 11,4%”, informou a Confidencial Imobiliário, acrescentando que, nos restantes concelhos da AMP, com exceção de Matosinhos, onde a subida se mostrou ligeiramente mais contida no terceiro trimestre (mas mesmo assim situando-se em 18,4%), “observou-se uma subida anual em alta face aos patamares atingidos no trimestre anterior, oscilando agora entre os 12,9% de Espinho e os 22,9% de Vila do Conde”.

Em termos de variação trimestral, o comportamento dos mercados da AMP foi de predomínio da tendência de aceleração, embora alguns mercados já evidenciem um ligeiro abrandamento na subida, sendo novamente Matosinhos o concelho onde a taxa trimestral mais contraiu (cerca de 4,5 pontos percentuais), mas “na variação em cadeia as subidas mantêm-se fortes em toda a região, variando entre os 9,5% (Vila do Conde) e os 3,4% (Matosinhos)”.

Na maioria dos concelhos da AMP, “a subida trimestral está no patamar de 05% a 07%”, apontou o índice.

Produzido pela empresa Confidencial Imobiliário, o Índice de Preços Residenciais é apurado com base nos preços efetivos de transação, informação que resulta do SIR – Sistema de Informação Residencial que regista dados de oferta e vendas, através de um levantamento de informações junto de promotores, mediadores e avaliadores imobiliários, além da banca.

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