PSD já apresentou oito propostas a favor das comunidades na actual legislatura

PSD já apresentou oito propostas a favor das comunidades na actual legislatura

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Desde que a Assembleia da República iniciou funções, o PSD já apresentou oito projectos de Resolução ou projectos de Lei especificamente relacionados com as Comunidades, no sentido de que o Governo da República assuma uma estratégia mais activa e interventiva nesta matéria.

Uma estratégia que envolva mais apoio e acompanhamento às Comunidades portuguesas, especialmente as madeirenses, espalhadas pelo mundo, mas, também, uma melhor resposta ao nível dos Consulados a funcionar na Diáspora, conforme explicou, esta manhã, o deputado social-democrata Paulo Neves, em mais uma acção que teve lugar, precisamente, junto ao Monumento ao Emigrante Madeirense na Avenida do Mar.

“Os portugueses, como nós, que vivem na Venezuela, na África do Sul e no Reino Unido, têm de sentir-se acompanhados pelos seus deputados na Assembleia da República e, também, no parlamento regional. E nós, PSD, acompanhamos não só com um sentimento de profunda solidariedade – em especial aqueles que vivem na Venezuela, África do Sul e, com ansiedade, no Reino Unido, devido ao Brexit – mas, também, através da apresentação de soluções”, disse, na ocasião, garantindo que, na Assembleia da República, “tem sido o PSD e, concretamente, os deputados do PSD eleitos pela Madeira, a liderar este assunto”.

Mais apoios sociais aos portugueses que atravessam graves dificuldades nestes países, mais verbas disponíveis para estes apoios e, simultaneamente, mais e melhores respostas, através do reforço dos meios técnicos e humanos nos serviços consulares – alguns dos quais já em situação de ruptura devido à procura e à incapacidade de prestar um serviço eficaz – são, entre outras, algumas das medidas que o PSD exige ao Governo da República, conforme explicou Paulo Neves, a par das quais também considera essencial a melhoria do acolhimento a estes cidadãos.

“A par do reforço do apoio social, o PSD também já apresentou, na Assembleia da República, um projecto que visa facilitar o regresso à Portugal dos emigrantes que se encontram em situação difícil em alguns desses países, projecto esse que exige ao Estado Português a criação de condições de inserção profissional a estes cidadãos”, salientou o deputado do PSD.

“Os portugueses que integram a nossa Diáspora, são portugueses de primeira e merecem as nossas atenções, até redobradas, porque muitos deles estão a atravessar situações muito difíceis e o Governo da República tem a responsabilidade de acompanhar e de assegurar a melhor resposta às suas necessidades”, rematou Paulo Neves, sublinhando que as 8 propostas apresentadas – que se dirigem, por exemplo, aos jovens, aos empresários, às famílias e às associações que já apoiam os emigrantes – vão, precisamente, ao encontro desses objectivos.

Núcleo de Emigrantes do PSD repudia “xenofobia” expressa pelo PS no Parlamento Regional

Numa nota dirigida à imprensa, o Núcleo de Emigrantes do PSD/M expressou “o seu mais profundo repúdio aos comentários xenófobos realizados, hoje, no Parlamento Regional, por parte do deputado do Partido Socialista Beto Mendes, durante a intervenção do Deputado luso-descendente, natural da Venezuela, Carlos Fernandes”.

Os social-democratas consideram “vergonhosa e manifestamente xenófoba” a atitude de Beto Mendes que interrompeu o deputado Carlos Fernandes para sentenciar “não sabes falar nem ler português!”.

Tal constitui, para o PSD, “uma ofensa inqualificável à realidade histórica migratória do povo madeirense e em especial aos milhares de pessoas que, tal como o deputado Carlos Fernandes, têm regressado nos últimos anos à Madeira, influenciando positivamente o desenvolvimento e a dinâmica social da nossa Região e que, sem dúvida, representam uma mais valia, em todos os âmbitos”.

O Núcleo de Emigrantes do PSD/M condena, igualmente, a “postura conivente” do Grupo Parlamentar do PS- Madeira perante as declarações do deputado Beto Mendes.

Na mesma nota o Núcleo de Emigrantes do PSD/M reforça a “postura respeitosa da diversidade e promotora da inclusão e do trato digno dos nossos emigrantes, sem esquecer o apreço pelos princípios básicos da democracia, da pluralidade democrática e do respeito pelos órgãos de governo próprio, fundamentais para a manutenção da liberdade e do justo desenvolvimento social, valores pelos quais o povo madeirense sempre lutou para obter e manter”.

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