Ribeira Brava recebeu 10.ª Festa Luso-Venezuelana

Ribeira Brava recebeu 10.ª Festa Luso-Venezuelana

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Cerca de 5 mil pessoas passaram ontem pela festa luso-venezuelana marcada pela animaçao dos ritmos latinos, intercambio cultural e pela vontade de ficar

FABRÍCIO RODRIGUES / DN MADEIRA

A frente-mar da Ribeira Brava foi o palco da 10.ª edição da Festa Luso-Venezuelana, uma organização do DIÁRIO de Notícias da Madeira em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Brava.

Evento no qual passaram, ao longo da noite, cerca de 5 mil pessoas e que se destacou pelo convívio, animação, gastronomia e, sobretudo, pelo espírito de liberdade que se vive na Região.
Lara Rodriguez nasceu na Venezuela e tem amigos e familiares na Madeira. Encantada pela ilha, não esconde que pretende voltar e quem sabe, ficar por cá. Diz que se apaixonou pela Madeira e destaca a beleza, a segurança e “a grande ligação à cultura venezuelana”.

“Aqui vive-se uma festa alegre e com liberdade”, referiu Ema Gomez, venezuelana que se encontra de férias na Madeira a convite de um casal luso-venezuelano que reside na Região. Gomez mostrou-se surpreendida por ver tantas pessoas num ambiente de interculturalidade e “alegre por ver tanta gente feliz, ao contrário do que se vê e vive na Venezuela”.

O DIÁRIO conversou com várias pessoas que se encontravam no recinto e todos defendiam a continuação da Festa Luso-Venezuela, explicando que é ‘saudável’ este cruzamento cultural”.

Marisela Bandre começou por que “é um bom evento”, ela que é uma repetente confessa. “É uma boa festa e espero que continue”, sublinhou. Também Miguel Andrade passou pela frente-mar da Ribeira Brava, mesmo não sendo luso-venezuelano, aproveitou para ficar a conhecer a festa e se divertir um pouco, não esquecendo a crise socio-económica que o país sulamericano enfrenta. “É bom ver toda esta alegria, tendo em conta o que acontece do outro lado do Atlântico”, lembrou.

Numa noite amena e bastante convidativa, a animação musical começou com a actuação do Prestige Dance, um grupo de jovens que dançou e ‘encantou’ ao som de variados ritmos, tendo maior expressão o latino. A dança continuou, logo de seguida, com Élton Camacho que aqueceu a multidão com uma aula de zumba. O público aderiu em peso, num momento de grande interacção entre o público e o instrutor de zumba, onde os ritmos quentes’ foram uma constante.

Depois de gastas as energias na dança, foi a vez de Hugo Fernandes subir ao palco e dar também o seu contributo para animar a festa, num espectáculo com traço mariachi’. A música prosseguiu com Leo Alessandri que promoveu um espectáculo cheio de energia e “ritmos calientes”, conquistando a interactividade do público.

Procurando manter a energia do concerto anterior, subiu ao palco Winston, com um tributo a Luís Miguel. Numa actuação que convidou os visitantes a dançar e a recordar os grandes êxitos do artista latino-americano. Por fim, o último momento de animação da noite coube ao DJ Mosquito Rumbero que, através de uma selecção variada e com traços latinos colocou toda a gente a dançar naquela que foi a ‘Mega Hora Loca’.
Além da música de da dança, a ‘boa comida’ também não faltou. Foram muitas as barracas montadas que deliciavam os visitantes com as mais apetitosas e tradicionais iguarias venezuelanas. Houve um pouco de tudo, desde os salgados aos doces, não faltando a bebida para acompanhar. As iguarias mais procuradas foram as arepas e as ‘cachapas’, enquanto que os amantes dos doces procuraram as ‘obleas’, um doce típico venezuelano. A tradicional poncha madeirense também marcou presença, bem como outros produtos tradicionais, num espaço que convidou à partilha gastronómica portuguesa e venezuelana.

Em declarações ao DIÁRIO, Ricardo Nascimento, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, mostrou-se satisfeito pela grande procura que a Festa Luso-Venezuelana tem vindo a registar ao longo dos anos, adiantando ainda que o evento é para continuar, naquela vila que começa a assumir-se como a capital da interculturalidade entre a Madeira e a Venezuela. “A Ribeira Brava tem uma grande tradição e muitos emigrantes venezuelanos e é sempre com muito agrado que fazemos esta festa”, disse, acrescentando que “para o próximo ano voltaremos a repetir”.

Já Carlos Perneta, director de Marketing do DIÁRIO, reitera que pretende continuar a dinamizar a festa e até aumentar o seu espaço, uma vez que, de ano para ano, o número de visitantes têm vindo a aumentar. “Esta festa tem um significado especial para a marca DIÁRIO, que sempre acarinhou esta ligação ao povo venezuelano, e é para continuar”, sublinhou.

Carlos Perneta acrescentou ainda que “temos aqui uma moldura humana que julgo pode chegar perto de 5 mil pessoas, o que significa que a iniciativa cresceu e para o ano esperamos crescer um pouco mais”.

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