Santos Silva defende que eleições na Venezuela evitam intervenção militar externa

Santos Silva defende que eleições na Venezuela evitam intervenção militar externa

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O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, defendeu hoje, em reunião com o secretário-geral da ONU, que a Venezuela deve realizar eleições de forma urgente, para evitar “uma confrontação civil ou uma intervenção militar externa”.

Augusto Santos Silva disse à Lusa, à margem da reunião com António Guterres, na sede das Nações Unidas, que transmitiu ao secretário-geral da ONU as mensagens principais da reunião realizada na segunda-feira em Nova Iorque entre o Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela e alguns países do Grupo de Lima, onde esteve presente.

O chefe da diplomacia portuguesa e o secretário-geral da ONU concordaram, segundo o governante, na necessidade urgente da realização de eleições na Venezuela “para devolver a palavra” ao povo e para evitar “aquilo que ninguém quer – uma confrontação civil ou uma intervenção militar externa”.

Augusto Santos Silva reforçou a importância da assistência humanitária na Venezuela, num momento em que “o país vive uma crise social e humanitária profundíssima, não porque lhe faltem recursos (…), mas porque lhe falta resolver a crise política e institucional”.

Segundo o ministro, a posição do Grupo de Contacto Internacional, da União Europeia e de Portugal “é favorecer um processo de transição pacífica na Venezuela, que, do nosso ponto de vista, só se pode fazer com a realização de novas eleições, desta vez livres, justas e em que todos os candidatos possam participar”.

O representante do governo português acrescentou que o processo político venezuelano tem de ser conduzido de forma estável e segura.

“Para nós, europeus, é fácil responder à pergunta ‘como é que isto se faz’”, acentuou.

“Sabemos sempre que a maneira de resolver as crises políticas é devolver a palavra às pessoas, devolver o poder de decisão ao povo, isto é, realizar eleições”, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O Grupo de Contacto Internacional – que Portugal integra -, formado por países da União Europeia e quatro países latino-americanos, reuniu na segunda-feira em Nova Iorque com membros do Grupo de Lima, onde se constataram, segundo Augusto Santos Silva, “progressos efectivos” na acção humanitária.

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