TAP aterrou em Caracas após oito meses de suspensão

TAP aterrou em Caracas após oito meses de suspensão

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A TAP realizou o primeiro voo para Caracas desde que, em fevereiro, foi impedida pelo Governo venezuelano de operar para a Venezuela. O avião Airbus A330-900neo da TAP Air Portugal aterrou no passado domingo, dia 5 de outubro, no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, na Venezuela. Trata-se de um voo de repatriamento de 60 cidadãos que estavam desde há vários meses a aguardar transporte entre os dois países.

A TAP regressou com avião e tripulação próprios a Venezuela depois de um hiato de quase três anos. O voo, coordenado pelas autoridades portuguesas e venezuelanas, levou para Maiquetía algumas dezenas de portugueses, tendo depois voltado a Portugal com 241 portugueses retidos na Venezuela devido à pandemia de covid-19.

O voo TP-9359 partiu do aeroporto internacional Simón Bolívar de Maiquetía, pelas 18:38 horas de terça-feira (23:38 horas em Lisboa), levando ainda 55 pessoas de outros países europeus. “No voo de hoje vão 296 pessoas, 241 das quais portuguesas. Cerca de 190 vão para a Madeira. Depois há outras pessoas de outras nacionalidades que também vão neste voo”, disse à Agência Lusa o cônsul-geral de Portugal em Caracas, Licínio Bingre do Amaral.

Bingre do Amaral destacou que desde que foi decretada a suspensão da TAP, em fevereiro deste ano, há cerca de oito meses, este «é o primeiro voo” que a companhia aérea portuguesa realiza para Venezuela.

“Fez-se um grande esforço e uma coisa que é extremamente importante, é um avião da própria TAP”, enfatizou o diplomata, lembrando que nos últimos anos a ligação entre Lisboa e Caracas era assegurada pela transportadora, mas através de um avião fretado.

“Desde há três anos que não vinha nenhum avião da TAP para Caracas e isso é um sinal extremamente positivo para a comunidade portuguesa. Já temos informações claras de que a TAP vai passar a assegurar esta rota com aviões da TAP”, acrescentou.

Para o diplomata, trata-se de um assunto “extremamente importante” para a comunidade lusa local que “sente uma ligação clara e um interesse claro de Portugal e do Governo e da TAP para que aviões da companhia voltem à Venezuela e continuem a transportar e a apoiar a comunidade portuguesa”.

Licínio Bingre do Amaral explicou que «a maior parte» dos 241 passageiros «tem também residência em Portugal» e que , devido à situação atual na Venezuela, dividem o tempo entre Portugal e o país sul-americano.

«Também vão muitas delas para tratamento médico”, explicou o diplomata, precisando que 81 passageiros do voo da TAP «são maiores de 65 anos» e deslocam-se a Portugal «exatamente por essas questões, acompanhamento médico» que, na Venezuela, «não é tão fácil”.

“No total, com este voo, há cerca de 800 portugueses que já foram repatriados, nos voos portugueses e nos voos organizados por Espanha”, frisou Bingre do Amaral.

Este foi o terceiro voo de repatriamento organizado por Portugal, os dois anteriores foram realizados pela AirFly a 13 de junho e 30 de agosto. Entretanto, está previsto, para o final do mês de outubro, um quarto voo de facilitação para repatriar os portugueses que ficaram retidos na Venezuela, uma vez que existe uma lista de 490 portugueses inscritos no Consulado-Geral de Portugal em Caracas, dos quais 210 são oriundos da Madeira.

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