Teófilo Braga

Teófilo Braga

A imagem desta semana mostra Teófilo Braga, que nasceu em Ponta Delgada, Açores, a 24 de Fevereiro de 1834 e morreu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924. Foi Presidente de Portugal entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.

O seu pai foi Joaquim Manuel Fernandes Braga, que era oriundo de Braga e foi engenheiro militar e oficial do exército; também foi professor de matemáticas e filosofia no Liceu de Ponta Delgada. A mãe foi Maria José da Câmara Albuquerque, nascida na ilha de Santa Maria. Ambos pertenciam a famílias aristocráticas.

Era o mais novo dos sete filhos do primeiro casamento do pai. A sua mãe morreu jovem, a 17 de Novembro de 1846, quando Teófilo tinha apenas 3 anos de idade. O pai voltou a casar-se dois anos mais tarde. A relação entre ele e a sua madrasta marcou o seu carácter, crescendo muito fechado e tosco.

Começou a trabalhar cedo na tipografia do jornal A Ilha, situado em Ponta Delgada, onde também colaborou como redactor. Nessa altura colaborou ainda com outras publicações, como O Meteoro e O Santelmo.

Iniciou a sua travessia na literatura com Folhas Verdes, em 1859. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Ao terminar os estudos, fez o doutoramento, em 1868, com uma tese intitulada ‘História do Direito Português I: Os Forais’. Mudou-se para Lisboa para começar a actividade como advogado e casou-se com Maria do Carmo Xavier, com quem teve três filhos. Os filhos morreram jovens, e em 1911 faleceu a mulher, pelo que quando chegou a Presidente era viúvo e não tinha filhos.

Deu aulas de literatura em Lisboa, no Curso Superior de Letras. Na sua carreira literária encontram-se obras de história, contos, canções, poesia, filosofia e ficção.

Em 1878 arrancou a sua actividade política, tendo sido deputado pelos republicanos federalistas. Teve vários cargos dentro do partido e fez parte da direcção junto com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.

Foi escolhido para deputado por Lisboa em 1910, e tornou-se, em Outubro desse mesmo ano, presidente do governo provisório. A sua carreira na política terminou quando substituiu na presidência Manuel de Arriaga, entre Maio e Agosto de 1915.

A ampla obra de Braga abrange muitas áreas: Poesia, ficção, filosofia, história da cultura, e o número de artigos publicados supera os 360. Também aborda temas como história universal, história do direito, teatro português, entre muitos outros.

Faleceu na sua residência a 28 de Janeiro de 1924.

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