Um homem multifacetado que levou a cabo diferentes iniciativas em benefício da comunidade lusitana.

Nascido a 8 de Maio de 1938 em Cascais, distrito de Lisboa, Rui Urbano teve que lidar, nos seus primeiros anos de vida, com a ditadura portuguesa. Depois de ir para a guerra em Angola, este português regressou à sua terra natal em 1975, local onde ingressaria no mundo da radiodifusão.

No entanto, a sua vida rapidamente mudaria de rumo: A 3 de Janeiro de 1977, veio para a Venezuela por considerá-la “a galinha dos ovos de oiro” ou o lugar sonhado por todos os portugueses que queriam procurar melhores condições de vida. Desde então, Rui Urbano tem dedicado a sua vida a diferentes iniciativas em benefício da comunidade luso-venezuelana.

Rui Urbano é um homem multifacetado. E uma das facetas de que mais desfruta é a de locutor. Depois de chegar à Venezuela, em 1977, criou o programa de rádio ‘Dimensão Portugal’, que actualmente continua no ar através da Rádio Light 104.7 FM, em Cagua. Este programa chegou a ser transmitido em simultâneo por cinco emissoras regionais: Rádio Central, Rádio Guárico, Rádio Mía (Valência), Rádio Puerto Cabello e Rádio Suceso (San Cristóbal).

Rui Urbano também fundou o semanário português ‘Dimensão Lusitana’ em 1980. Explicou que no momento em que decidiu fundá-lo, existiam dois jornais na zona, o Lusitano e o Voz de Portugal. No entanto, não tinha nenhum dedicado ao desporto. Foi assim que surgiu a ideia deste jornal, que já conta com 30 anos de existência.

Em 1994, fundou o primeiro programa de televisão português na Venezuela, ‘Portugal, sua gente, música, costumes e tradições’, que actualmente é transmitido pela Televisora Informativa do Centro e TVS. No espaço informativo são tratados diversos temas referentes ao país ibérico: Desde o seu turismo e gastronomia até aos resultados desportivos e notícias lusas.

Também criou o programa ‘Travesuras’, actualmente chamado ‘Recorridos’, e ‘Euromundo’, apresentado por Ana Maria Urbano.

Em prol da Cultura Lusa

Apesar de não querer participar nas juntas directivas dos centros sociais portugueses na Venezuela, Urbano foi o criador do Festival da Sopa, que é realizado ano após ano na Casa Portuguesa do estado Aragua.

Esta iniciativa foi levada a cabo pela primeira vez em 2002, ano em que um júri encabeçado pelo cônsul de Portugal, Jorge Fernández, teve que decidir entre as 28 sopas participantes, dando como vencedora a jornalista Gabriela Ruiz com a sua ‘Fosforera de Mariscos’. Seria a semente para que hoje, oito anos depois, estas iniciativas continuem a ter lugar, com fins de beneficência.

Devido ao êxito obtido com o primeiro festival de Maracay, Rui Urbano decide levar o projecto a Valência e realizá-lo no Lar Lusitano e no Centro Social Madeirense, para além de ser transmitido pela TVS, canal de televisão da região.

Mas este homem multifacetado também foi criador, em 1982, do Primeiro Festival de Folclore, ganho pelo grupo Pérola do Atlântico. Ao mesmo tempo, desenvolveu a primeira Noite de Fado e a Eleição da Rainha do Fado, cuja única edição se realizou em 1983, tendo saído vencedores Augusto Amaral e Lourdes Prata.

Anos mais tarde, criou o Festival de Folclore Infantil, cuja primeira edição foi realizada em Maracay, com o grupo Danças e Cantares a vencer.

Homem sonhador e lutador incansável, Rui Urbano sente-se orgulhoso da comunidade luso-venezuelana e assegura que a Venezuela é um país maravilhoso. A sua mensagem é que “continuem apoiando o que é nosso”, aproveitando a oportunidade para fazer um apelo às juntas directivas dos diferentes centros sociais lusos a nível nacional: “Tenham cuidado com os sócios de outras nacionalidades que queiram chegar à presidência e mudar os regulamentos.”

Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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