Três filmes portugueses no Festival de Cinema Europeu da Venezuela

Três filmes portugueses no Festival de Cinema Europeu da Venezuela

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O Festival de Cinema Europeu “Euroscópio 2019” abriu hoje, na Venezuela, por iniciativa da delegação da União Europeia, reunindo 24 filmes, de 14 países, entre os quais os portugueses “São Jorge”, “Pedro e Inês” e “A Mãe É que Sabe”.

Esta é a 15.ª edição do Euroscópio, iniciativa que “já ganhou tradição na agenda cultural caraquenha”, como afirmou a embaixadora da União Europeia em Caracas, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa.

“Este ano fizemos um esforço muito grande, no sentido de associar Estados-membros [da UE] que não estão representados na Venezuela, para enviarem os seus títulos, pois queríamos dar a conhecer cinematografias que não são tão frequentes, e que não são de tão fácil acesso em Caracas”, disse a embaixadora à agência Lusa.

Segundo o programa anunciado, o festival reúne 24 títulos de 14 países, destacando-se os filmes portugueses “São Jorge”, de Marco Martins, “Pedro e Inês”, de António Ferreira, e “A Mãe É que Sabe”, de Nuno Rocha.

“Este ano optámos por deixar as embaixadas em liberdade total para escolherem os temas dos seus filmes, e o resultado é muito interessante no sentido de dar uma mostra diversificada do cinema europeu contemporâneo (…) alguns dos quais ganharam prémios muito relevantes em distintos festivais de cinema, internacionais”, disse.

É o caso de “São Jorge”, por exemplo, que deu a Nuno Lopes o prémio de Melhor Ator na secção Horizontes, do Festival de Veneza, além de ter conquistado os títulos de Melhor Realizador e de Melhor Filme nos Caminhos do Cinema Português e nos Prémios Sophia.

Por outro lado, explicou a embaixadora, “o venezuelano é um amante do cinema, é um cinéfilo por natureza”, que aproveita e aprecia as oportunidades para ver cinema europeu.

Segundo Isabel Brilhante Pedrosa a participação de Portugal “mostra a riqueza e a diversidade do cinema português”, o que lhe “apraz muito”.

Em declarações à agência Lusa o embaixador de Portugal na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro, explicou que Portugal participa no Euroscópio pela segunda vez, depois de, no ano passado, ter sido exibido “Os Mistérios de Lisboa – O que o turista deve ver”, de José Fonseca e Costa.

O diplomata explicou que Portugal está representando com produções muito recentes, destacando a tragédia “Pedro e Inês”, uma adaptação de um conto da Rosa Lobato Faria, “e um dos filmes portugueses mais vistos, no ano passado”, e “A Mãe É que Sabe”, “uma comédia, para contrabalançar” o peso dramático das outras escolhas.

“Penso que são mostras do bom cinema que se está a fazer em Portugal atualmente”, concluiu o diplomata.

Além dos filmes portugueses, a mostra, que se estenderá pelo mês de novembro, em Caracas, e, em dezembro, em outras cinco a seis cidades venezuelanas, inclui ainda produções da Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Hungria, Itália, Holanda, Polónia, Suécia e Suíça, de acordo com o programa divulgado.

“The Cleaners”, dos alemães Hans Block e Moritz Riesewieck, sobre grandes consórcios da Internet e os negócios de informação, e “Miss Kiet’s Children”, dos holandeses Peter Lataster e Petra Lataster-Czisch, sobre temas de imigração e educação, são os dois documentários incluídos na programação do festival.

O cartaz inclui ainda filmes como “Fritz Lang”, de Gordian Maugg, sobre o cineasta anti-nazi alemão de “Os Carrascos Também Morrem”, da Alemanha, “King of the Belgians”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth, da Bélgica, “A Caça”, de Thomas Vinterberg, da Dinamarca, “Júlia ist”, de Elena Martín, de Espanha, “Il se passe quelque chose”, de Anne Allix, de França, “Kills on Wheels”, de Attila Till, da Hungria, “A Ciambra”, de Jonas Carpignano, de Itália, “Bogowie”, de Lukasz Palkowski, da Polónia, “Histórias de Estocolmo”, de Karin Fahlén, da Suécia, e “A Ordem Divina”, de Petra Volpe, da Suíça, entre outras produções.

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