Venezuela processa Novo Banco para recuperar 1.353 milhões de euros

Venezuela processa Novo Banco para recuperar 1.353 milhões de euros

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Um grupo de nove entidades públicas venezuelanas interpôs uma acção cível contra o Novo Banco para recuperar os 1.353 milhões de euros em depósitos e títulos adquiridos ao antigo Banco Espírito Santo (BES). Além da Petróleos da Venezuela (PDVSA), a acção envolve também o Banco de Desenvolvimento Económico e Social da Venezuela.

O processo deu entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa na passada sexta-feira, 19 de Junho, de acordo com o Expresso. Em causa estão verbas no Novo Banco que estas empresas gostariam de movimentar, mas que foram congeladas.

As verbas em causa estão relacionadas com a ‘parceria estratégica’ acertada entre o banqueiro Ricardo Salgado e o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, num encontro realizado em 2010 na cidade do Porto. Na sequência, entidades públicas venezuelanas como o Fonden ou a petrolífera PDVSA investiram 6,4 mil milhões de euros nas empresas do Grupo Espírito Santo. O dinheiro da Venezuela constitui uma das principais linhas de investigação que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a seguir no inquérito ao antigo Grupo Espírito Santo e cuja acusação deve ficar concluída este mês.

O gestor bancário madeirense João Alexandre da Silva é um dos 41 arguidos do caso ‘Grupo Espírito Santo’ e alegadamente terá sido o homem a quem o presidente do BES, Ricardo Salgado, confiou a tarefa de pagar 100 milhões de euros de ‘luvas’ a políticos do regime chavista, na Venezuela.

No âmbito deste processo a petrolífera PDVSA tem 400 milhões de euros ‘congelados’ no Novo Banco, tendo perdido no início deste ano uma providência cautelar para movimentar tais verbas.

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