Venezuela suspende importação de atum em lata em 2015

Venezuela suspende importação de atum em lata em 2015

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Medida levanta dúvidas sobre a continuidade da marca portuguesa Ramirez no Mercado venezuelano

A medida foi anunciada pelo ministro Rodolfo Marco Torres.

A Venezuela vai suspender a importação de atum em lata, um produto disponibilizado nos supermercados por diferentes marcas, entre elas a portuguesa Ramirez, que exporta ao abrigo dos acordos de cooperação bilateral.
«Todo o atum que se consome no país tem de ser de produção nacional. Ao eliminarmos as importações, isso permitir-nos-á dar um impulso ao sector produtivo nacional», disse o ministro venezuelano de Economia, Finanças e Banca Pública, no passado domingo, 23 de Novembro.

Rodolfo Marco Torres falava no estado venezuelano de Sucre (620 quilómetros a leste de Caracas), numa reunião com pescadores e representantes de empresas com actividade piscatória, durante a qual precisou que a suspensão das importações de atum é uma das metas previstas para o ano de 2015.

«Os nossos objectivos, com esta reunião, são dar prioridade ao mercado interno e orientar a indústria para a exportação», frisou aquele responsável.

Por outro lado, o vice-presidente venezuelano de Segurança e Soberania Agroalimentar, Yván Gil, explicou que a Venezuela produz 5,3 mil toneladas mensais de atum, mas tem capacidade para produzir até oito mil toneladas.

A 18 de Novembro último, no âmbito de uma nova «ofensiva económica», o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, promulgou uma reforma da Lei de Pesca e Aquicultura para eliminar alguns trâmites processuais e facilitar as actividades do sector da pesca.

Em Maio de 2008, a empresa portuguesa Conservas Ramírez assinou, pela primeira vez, um contrato com a venezuelana Bariven, uma filial da estatal Petróleos da Venezuela S.A. (Pdvsa), para a exportação de conservas portuguesas, ao abrigo dos acordos de cooperação bilateral.

Em Fevereiro de 2009, o administrador da empresa, Manuel Ramirez, manifestou a intenção de aprofundar a presença no mercado venezuelano, onde os produtos, principalmente as conservas de sardinha em óleo, estavam a ter «um acolhimento muito bom».

«Mais do que o Brasil, a Venezuela é realmente o nosso país aqui na América do Sul», disse, naquela altura, Manuel Ramirez à agência Lusa.

Em 2010, as Conservas Ramírez voltaram a assinar um acordo para o envio de várias centenas de toneladas de conservas para a Venezuela, ao abrigo dos acordos de cooperação bilateral.

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