Retrospectiva 627

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[quote_box_left]1. O clima de insegurança que em diversas oportunidades tem sido lamentado nesta página, volta a ser protagonista. Como se não bastassem as notícias de sequestros e assassinatos de portugueses e luso-descendentes que têm sido veiculadas nas últimas semanas, agora constatamos com tristeza um cenário que decorre desta situação generalizada e tem levado a que alguns projectos da comunidade lusitana na Venezuela estejam a enfrentar dificuldades ao nível de adesão de pessoas. Estamos a falar especificamente do caso das Academias da Espetada, que têm vindo a assistir à redução do números de mulheres que participam nas suas actividades. Inicialmente alteraram as regras de modo a permitir a participação de homens, para que houvesse um maior sentimento de segurança. Contudo, pudemos saber junto de fonte segura que nem sequer esta estratégia, chamemos-lhe assim, tem funcionado. Daí que no seio de algumas destas associações esteja a ser equacionada a possibilidade de reduzir o número de actividades, que já não acontecerão mensalmente, mas entre três a quatro. As damas atribuem esta mudança de planos à situação de insegurança que tem gerado desconfiança e medo entre “amigas” na hora de sair à rua para participar em jantares e outros convívios nocturnos.[/quote_box_left]

[quote_box_right]2. Não podemos deixar de ver com muito orgulho e emoção auge que vêm experimentado os cursos de língua portuguesa para o novo período 2015-2016. Pudemos conhecer que no Curso do Centro Português foram batidos os recordes de inscritos. O mesmo acontece com os cursos que são ministrados na UCV, Colégio San Agustin de El Paraiso, Colégio Los Chaguaramos, Colégio Virgen de Fátima, Colégio Luís de Camões e muitos outros situados no interior do país. Quer seja pelo interesse crescente que recai sobre este idioma no contexto global, ou pela necessidade que muitos sentem em aprender outra língua para emigrar, não podemos deixar de sentir uma enorme felicidade pelo simples facto de que cada vez são mais pessoas a aprender, e não só o idioma de Camões e de Pessoa, como também a estudar a fundo a cultura e a história de Portugal. Agora bem, aqui fica a seguinte chamada de atenção face à crítica que muitos fazem: o idioma, tal como o passaporte ou a nacionalidade, não é uma mera ferramenta que se “utiliza” quando temos necessidade… Neste caso, as razões devem ser sempre de força maior.[/quote_box_right]

[quote_box_left]3. Sempre acreditamos naquelas pessoas que perante as adversidades sabem crescer e recorrer às capacidades e talentos pessoais para ultrapassar os obstáculos, não apenas os próprios como até os de terceiros. Esta semana pudemos apreciar com muito positivismo o triunfo nos palcos de um grande número de luso-descendentes, que procuram alegrar a vida de todos os cidadãos, que retribuem reconhecendo o seu talento e pedindo para que continuem a trabalhar pelo país que os viu nascer ou os acolheu quando ainda eram crianças. Falamos de Marilyn Ascensao, Jose Manuel Ascensao, Victor Hugo Gomes, Dairo Piñeres e Manuel de Bastos, que praticamente tomaram conta da cena teatral caraquenha com uma grande variedade de peças para todos os gostos. Caso semelhante, embora noutros âmbitos, é o de Raul Simao, um luso-descendente que triunfou recentemente num festival de curtas-metragens no oriente e que desde já se prepara para continuar a trabalhar pelo desenvolvimento da arte cinematográfica nacional.[/quote_box_left]

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