219 passageiros no regresso dos voos da TAP à Venezuela

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Retoma da ligação ainda será intermitente durante o mês de maio, mas a partir de 22 junho haverá dois voos por semana para Caracas. A comunidade agradece.

Agostinho Silva

A companhia aérea portuguesa TAP retomou ontem os voos para Caracas, na Venezuela. A retoma das ligações foi aproveitada por 219 passageiros, entre os quais o enviado do JM Madeira.

As ligações regulares entre Lisboa e Caracas apenas estabilizarão a partir de 22 de junho, com a implementação de dois voos semanais, à terça e ao sábado. Até lá, a TAP voltará à Venezuela mais duas vezes em maio (dias 5 e 16), fazendo o regresso a Lisboa no dia seguinte. O A330 regressa hoje de Caracas a Lisboa com a mesma tripulação, comandada por Fernandes Campos, previsivelmente com lotação quase esgotada.

Retoma fundamental

O regresso da TAP à Venezuela reveste-se de importância extrema para a comunidade portuguesa, após um período anormalmente conturbado, primeiro por razões de ordem política e social na Venezuela, depois pelos constrangimentos da pandemia que foram transversais a todos os países e companhias aéreas.

Recorde-se que foi em fevereiro de 2020 que o governo bolivariano da Venezuela proibiu a TAP de viajar para Caracas, após um incidente durante uma viagem de regresso de Juan Guaidó da Europa para a capital venezuelana.

Sem alternativas para viajarem diretamente de e para Portugal, a significativa comunidade portuguesa teve de recorrer a ligações mais longas ou mais custosas através de outros países. Uma situação que afetou tanto os portugueses que permaneceram na Venezuela como os que conseguiram refugiar-se da pandemia em Portugal, a maioria na Madeira.

Ontem, no aeroporto da Madeira às primeiras horas do dia, e depois antes do voo partir no aeroporto de Lisboa, o JM Madeira pôde constatar a ansiedade de muitos passageiros, a maioria dos quais desejosa de voltar a sentir o pulso da Venezuela, reencontrar familiares e amigos, as suas casas e os seus negócios. Muitos outros já o terão feito, recorrendo a companhias aéreas estrangeiras, viajando por percursos mais longos e até desconhecidos.

Controlo apertado

Apesar da generalidade dos países e das companhias aéreas estarem a adaptar-se ao novo cenário pandémico, os voos para a Venezuela mantêm um controlo muito apertado para todos os passageiros, por exigência das autoridades venezuelanas.

Esse rigor passa pela exigência de apresentação de testes PCR negativos, feitos nas últimas 24 horas antes da entrada no país. Já no Aeroporto de Maiquetia, à saída do avião, é obrigatória uma nova testagem, a expensas dos passageiros. Tudo sob um controlo efectivo e registo electrónico que identificam a local de hospedagem ou morada de residência, no caso de serem detetados casos positivos à covid-19.

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