Maria Velho da Costa

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A vencedora do Prémio Camões em 2002, Maria Velho da Costa, nasceu em Lisboa a 26 de Junho de 1938. É licenciada em Filologia Germânica, professora do secundário e membro da Associação Portuguesa de Escritores. Foi leitora do Departamento Português e Brasileiro do King’s College, Universidade de Londres.

Começou a escrever aos 6 anos e era uma grande leitora, devorava tudo o que tivesse nas mãos, desde autores clássicos até modernos, mas houve um muito especial: “O Guimarães Rosa para mim foi uma revelação profunda”. Em breve descobriu Camões, no colégio. “Ler Camões era um prazer”. Curiosamente, gosta de escrever todos os seus textos à mão. “Nem consigo pensar em escrever de outra maneira. É qualquer coisa que tem que ver com o gesto. E na altura em que tive problemas de saúde que afectaram aquilo que os médicos chamam «o gesto fino», é evidente que era impensável uma outra solução. Mas escrevia, e reescrevia, um romance inteiramente à mão. E depois passava-o à máquina de escrever. Ao computador não. Nunca me digitalizei”.

Recebeu o Prémio Vergílio Ferreira (1997), da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra. Fez parte da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, foi adjunta do secretário de Estado da Cultura em 1979 e adjunta de Cultura em Cabo Verde de 1988 a 1991. Colaborou em guiões cinematográficos de João César Monteiro, Margarida Gil e Alberto Seixas Santos.

Todos os seus escritos tiveram êxito mas devemos destacar alguns, especialmente a novela ‘Maina Mendes’ e as ‘Novas Cartas Portuguesas’ (1972), onde deixa clara a sua oposição ao fascismo, livro pelo qual o regime a levou a tribunal, junto com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, mas com o 25 de Abril, terminou a repressão.

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