900 edições do CORREIO disponíveis no CEHA

Diretor do Centro de Estudos de História do Atlântico, historiador Alberto Vieira, recebeu pelas mãos do diretor do CORREIO arquivo com «vinte anos da história das migrações»

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Sónia Gonçalves

No dia 07 de setembro de 2018, um importante legado do CORREIO foi deixado ao Governo Regional, mais concretamente nas mãos do diretor do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), o historiador Alberto Vieira. O diretor do jornal da comunidade luso-venezuelana, Aleixo Vieira, entregou em formato digital 900 edições, o que representa «vinte anos de história das migrações», explicou.

As edições vão estar disponíveis na biblioteca digital do centro, mas para acesso local. «A biblioteca contempla não só livros e revistas científicas, como também todo o acervo, nomeadamente jornais», explica Alberto Vieira.

A partir de agora, a Biblioteca Digital do CEHA vai permitir acesso às referências das edições do CORREIO publicadas até 2017, que podem depois ser consultadas na biblioteca local, através de um acesso ao servidor, mas com uma vantagem relacionada com a classificação de palavras (sistema OCR com rastreio automático das palavras).

Fazendo alusão ao que é o centro e referindo como o seu know-how adveio de Nova Iorque, o historiador refere que «isto não é um arquivo, não é uma biblioteca, é um espaço de investigação e divulgação cultural. E é feito na perspetiva de colocar os livros bem arranjadinhos na prateleira, mas facilitar a qualquer investigador um rápido acesso aos livros».

O centro foi criado em 1985, sendo tutelado pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura. É uma instituição de investigação científica que tem por objetivo principal coordenar a investigação e promover a divulgação da história das Ilhas Atlânticas.

Sobre a comunidade lusa que reside no estrangeiro, Alberto Vieira deixa um comentário: «Muitas vezes o madeirense não retorna porque o retorno é mais doloroso do que a partida».

Sobre os madeirenses, fala em contrato de colónia, para sublinhar a dificuldade que o povo tem em dividir o seu património colonial, sendo que muitas vezes os mecanismo de defesa não são os melhores.

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